Toda pessoa que vem � Terra depende de Jesus Cristo para cumprir a promessa que Ele fez no c�u, de ser nosso Salvador. Sem Ele, o plano de salva��o teria falhado. Por ser necess�ria Sua miss�o, todos os profetas desde Ad�o at� Cristo testificaram que Ele viria (ver Atos 10:43). Todos os profetas depois de Cristo, testificaram que Ele veio. Cada um de n�s precisa estudar a vida do Salvador, segui-Lo e ser-Lhe fiel por toda a vida. Precisamos ter um relacionamento pessoal com Ele.

Um anjo disse a Ad�o que o nome do Salvador seria Jesus Cristo (ver Mois�s 6:51-52). Enoque viu que Jesus morreria na cruz e ressuscitaria (ver Mois�s 7:55-56). No� e Mois�s tamb�m testificaram Dele (ver Mois�s 8:23-24). Aproximadamente oitocentos anos antes de o Salvador nascer na Terra, Isa�as anteviu Sua vida. Ao ver a tristeza e pesar que o Salvador passaria a fim de pagar o pre�o por nossos pecados, Isa�as exclamou:

"Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos (...).

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores (...).

Ele foi ferido por causa das nossas transgress�es, e mo�do por causa das nossas iniq�idades (...).

Ele foi oprimido e afligido, mas n�o abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro." (Isa�as 53:3-7)

N�fi tamb�m teve uma vis�o do nascimento e miss�o do Salva-dor. Viu uma bela virgem, e um anjo lhe explicou: "A virgem que v�s � a m�e do Filho de Deus, segundo a carne." (1 N�fi 11:18) Viu ent�o a virgem segurando uma crian�a nos bra�os. O anjo declarou: "Eis o Cordeiro de Deus, sim, o Filho do Pai Eterno!" (1 N�fi 11:21)

Aproximadamente 124 anos antes de o Salvador nascer, o Rei Benjamim, um outro profeta e rei nefita, tamb�m anteviu a vida do Salvador:

"Pois eis que o tempo se aproxima e n�o est� muito longe, em que, com poder, o Senhor Onipotente que reina, que era e � de toda a eternidade para toda a eternidade, descer� dos c�us no meio dos filhos dos homens e habitar� num tabern�culo de barro; e far� grandes milagres entre os homens, como curar os enfermos, levantar os mortos, fazer andar os coxos, dar vista aos cegos, fazer ouvir os surdos e curar toda esp�cie de enfermidades.

E expulsar� dem�nios, ou seja, os esp�ritos malignos que habitam no cora��o dos filhos dos homens.

E eis que sofrer� tenta��es e dores corporais, fome, sede e cansa�o maiores do que o homem pode suportar sem morrer; eis que sair� sangue de cada um de seus poros, t�o grande ser� a sua ang�stia pelas iniq�idades e abomina��es de seu povo.

E ele chamar-se-� Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Pai dos c�us e da Terra, o Criador de todas as coisas desde o princ�pio; e sua m�e chamar-se-� Maria." (Mosias 3:5-8)

A hist�ria do nascimento e vida do Salvador encontra-se no Novo Testamento, nos livros de Mateus, Marcos, Lucas e Jo�o. Por seus relatos, sabemos que Jesus nasceu de uma virgem chamada Maria. Ela estava prometida a Jos�, quando um anjo do Senhor lhe apareceu. O anjo disse que ela seria a m�e do Filho de Deus. Ela

perguntou-lhe como isso seria poss�vel. (Ver Lucas 1:34) Disse-lhe o anjo: "Descer� sobre ti o Esp�rito Santo, e a virtude do Alt�ssimo te cobrir� com a sua sombra; por isso que tamb�m o Santo, que de ti h� de nascer, ser� chamado Filho de Deus." (Lucas 1:35) Assim, Deus o Pai, tornou-se o pai literal de Jesus Cristo.

Jesus foi a �nica pessoa na Terra que nasceu de uma m�e mortal e de um pai imortal. Essa � a raz�o por que Ele � chamado de Filho Unig�nito. De sua m�e, herdou a mortalidade, sendo sujeito � fome, sede, fadiga, dor e morte. Do Pai, herdou poderes divinos. Ningu�m poderia tirar Sua vida, a menos que Ele o desejas-se. Tinha o poder de entreg�-la e de tomar o corpo de volta ap�s a morte. (Ver Jo�o 10:17-18.)

Desde a juventude, Jesus obedeceu a tudo o que o Pai Celestial requeria Dele. Sob a dire��o de Maria e Jos�, Jesus cresceu de modo muito parecido com o das outras crian�as. Ele amava a verdade e obedecia a essa verdade. Lucas nos diz: "E o menino crescia, e se fortalecia em esp�rito, cheio de sabedoria; e a gra�a de Deus estava sobre ele." (Lucas 2:40)

Quando tinha doze anos de idade, Jesus j� sabia que havia sido enviado para fazer a vontade do Pai. O Salvador foi com os pais a Jerusal�m e, quando estes voltavam para casa, descobriram que Ele n�o estava no grupo e voltaram para Jerusal�m para procur�-Lo. "Passados tr�s dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua intelig�ncia e respostas." (Lucas 2:46-47)

Jos� e Maria ficaram aliviados por encontr�-Lo, mas estavam tristes por Ele t�-los tratado da forma como os tratou. Maria disse: "Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai (Jos�) e eu ansiosos te procur�vamos." Jesus respondeu gentil-mente, lembrando-a de que Jos� era apenas um padrasto: "N�o sabeis que me conv�m tratar dos neg�cios de meu Pai (Celestial)?" (Lucas 2:48-49)

Para poder cumprir Sua miss�o, Jesus precisava fazer a vontade do Pai nos c�us. "Nada fa�o por mim mesmo"; declarou Ele, "mas falo como meu Pai me ensinou. (...) Eu fa�o sempre o que lhe agrada." (Jo�o 8:28-29)

Quando Jesus tinha trinta anos de idade, foi a seu primo Jo�o para ser batizado no rio Jord�o. Jo�o estava relutante em batiz�-Lo, porque sabia que Jesus nunca havia pecado. Jesus pediu a Jo�o que O batizasse, "a fim de cumprir toda a justi�a". Jo�o batizou o Salvador, imergindo-O completamente na �gua. Quando Jesus foi batizado, o Pai falou do c�u, dizendo: "Este � o meu filho amado, em quem me comprazo". O Esp�rito Santo desceu, como mostrado pelo sinal da pomba. (Ver Mateus 3:13-17.)

Logo ap�s o batismo de Jesus, Satan�s veio para tent�-Lo. Ele queria que Jesus falhasse em Sua miss�o. Se pudesse faz�-Lo co-meter apenas um pecado, Jesus n�o seria digno de ser nosso Salvador, e o plano falharia. Assim, Satan�s poderia tornar-nos t�o miser�veis quanto ele. Nunca mais poder�amos voltar � presen�a do Pai Celestial.

As tenta��es de Satan�s vieram depois que Jesus jejuou por quarenta dias. Jesus resistiu firmemente a todas essas tenta��es e ent�o ordenou que ele se retirasse. Satan�s se foi, e anjos chegaram e serviram a Jesus. (Ver Mateus 4:1-11.)

Depois de ter sido tentado por Satan�s, Jesus come�ou Seu minist�rio p�blico. Ele veio � Terra n�o s� para morrer por n�s, mas tamb�m para nos ensinar a viver. Ensinou-nos que existem dois grandes mandamentos: primeiro, amar a Deus de todo o cora��o, mente e for�a; segundo, amar ao pr�ximo como a n�s mesmos. (Ver Mateus 22:36-39.) Sua vida foi um exemplo de como devemos obedecer a esses dois mandamentos. Se amarmos a Deus, confiaremos Nele e Lhe obedeceremos como fez Jesus. Se amarmos as outras pessoas, n�s as ajudaremos a satisfazer suas necessidades materiais e espirituais.

Jesus passou a vida servindo os outros. Curou-os de doen�as, fez os cegos enxergarem, os surdos ouvirem e os paral�ticos andarem. Certa vez, quando estava curando os doentes, ficou tarde, e as pessoas estavam com fome. Em vez de mand�-los embora, aben�oou cinco p�es e dois peixes e fez um milagre que permitiu alimentar uma multid�o de cinco mil pessoas. (Ver Mateus 14:14-21.) Ele ensinou que a qualquer momento que encontremos pessoas com fome, com frio, nuas ou solit�rias, devemos ajud�-las em tudo o que for poss�vel. Quando ajudamos outras pessoas, estamos servindo ao Senhor. (Ver Mateus 25:35-46.)

Jesus amou as pessoas de todo o cora��o. Com freq��ncia, era tomado de t�o grande compaix�o, que chorava. Amava as crian�as, os idosos e as pessoas humildes e simples que tinham f� Nele. Amava os pecadores e com grande compaix�o, ensinou-os a se arrependerem e a serem batizados. Ele ensinou: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida." (Jo�o 14:6)

Jesus amava at� mesmo aqueles que haviam pecado contra Ele e n�o desejavam arrepender-se. No final de Sua vida, ao ser pendurado na cruz, orou ao Pai pelos soldados que O haviam crucificado, suplicando: "Pai, perdoa-lhes, porque n�o sabem o que fazem." (Lucas 23:34) Ele ensinou: "O meu mandamento � este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei." (Jo�o 15:12)

Jesus desejava que Seu evangelho fosse pregado �s pessoas de toda a face da Terra; assim sendo, escolheu Doze Ap�stolos para testificarem Dele. Eles foram os primeiros l�deres de Sua Igreja. Receberam a autoridade para agir em Seu nome e para fazer as obras que O viram fazer. Os que receberam autoridade deles tamb�m podiam ensinar, batizar e realizar outras ordenan�as em Seu nome. Ap�s Sua morte, eles continuaram Sua obra, at� que as pessoas se tornaram t�o in�quas, que mataram os Ap�stolos.

Quando terminou Seu trabalho de ensinar e aben�oar as pessoas, Jesus preparou-Se para fazer o grande sacrif�cio por todos os pecados da humanidade. Foi condenado porque testificou ao povo que era o Filho de Deus.

Na noite antes da crucifica��o, Jesus foi para um jardim chamado Gets�mani. Ali, ajoelhou-Se e orou. Logo Se encheu de profunda tristeza e chorou enquanto orava. O Ap�stolo moderno, Orson F. Whitney, viu numa vis�o o sofrimento do Salvador. Vendo o Salvador chorar, disse: "Fui t�o tocado pelo que via, que tamb�m chorei, solid�rio com o Salvador. Todo o meu cora��o se abriu para Ele; amei-O de toda a minha alma e n�o quis outra coisa sen�o estar com Ele." [Bryant Hinckley, The Faith of Our Pioneer Fathers (A F� de Nossos Pais Pioneiros), p. 221] Jesus, "indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se � poss�vel, passe de mim este c�lice; todavia, n�o seja como eu quero, mas como tu queres." (Mateus 26:39)

Numa revela��o moderna, o Salvador descreveu qu�o grande foi o Seu sofrimento, dizendo que o mesmo O fez "tremer de dor e sangrar por todos os poros, sofrer, tanto corporal como espiritualmente" (D&C 19:18). A horr�vel ang�stia de tomar sobre si os pecados que todos os seres humanos j� cometeram penetrou no corpo do Salvador. Nenhum mortal poderia entender qu�o grande foi a Sua carga. Ningu�m poderia suportar tal agonia corporal e espiritual. "Desceu embaixo de todas as coisas (...) para que pudesse ser em tudo e atrav�s de tudo, a luz da verdade." (Ver D&C 88:6.)

Entretanto, Seu sofrimento ainda n�o estava completo. No dia seguinte, Jesus foi espancado, humilhado e cuspido. Teve que carregar Sua pr�pria cruz morro acima e ent�o foi pregado e erguido nela. Foi torturado numa das mais cru�is maneiras que o homem poderia imaginar. Ap�s nove horas na cruz, gritou em agonia: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Marcos 15:34) Na hora mais amarga de Jesus, o Pai havia retirado seu Esp�rito para que o Salvador terminasse de sofrer a puni��o pelos pecados de toda a humanidade e tivesse a vit�ria completa sobre as for�as do pecado e da morte.

Quando o Salvador soube que Seu sacrif�cio havia sido aceito pelo Pai, exclamou em voz alta: "Est� consumado." (Jo�o 19:30) "Pai, nas tuas m�os entrego o meu esp�rito." (Lucas 23:46) Baixou a cabe�a e voluntariamente entregou o esp�rito. O Salvador estava morto. Um violento terremoto sacudiu a terra.

Alguns amigos levaram o corpo do Salvador para uma tumba, onde permaneceu por tr�s dias. Durante esse tempo, Seu esp�rito foi organizar a obra mission�ria em favor de outros esp�ritos que precisavam receber Seu evangelho (ver I Pedro 3:18-20, D&C 138). No terceiro dia, um domingo, Ele retornou ao corpo e o levantou de novo. Foi o primeiro a sobrepujar a morte. A profecia que dizia que "era necess�rio que ressuscitasse dentre os mortos" (Jo�o 20:9) cumprira-se.

Logo ap�s a ressurrei��o, o Salvador apareceu aos nefitas e estabeleceu Sua Igreja nas Am�ricas. Ensinou o povo e aben�oou-os. Essa tocante narrativa encontra-se em 3 N�fi 11 a 28.

Jesus ensinou: "Ningu�m tem maior amor do que este, de dar algu�m a sua vida pelos seus amigos. V�s sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando." (Jo�o 15:13-14) Espont�nea e humildemente, Ele passou pelo amargor do Gets�mani e pelo sofrimento da cruz.

O Salvador ter� morrido em v�o pelos nossos pecados, se n�s n�o nos achegarmos a Ele, n�o nos arrependermos de nossos pecados e n�o O amarmos de todo o cora��o. Ele disse:

"E este � o Evangelho que vos dei - que vim ao mundo para fazer a vontade de meu Pai, porque meu pai me enviou.

E meu Pai enviou-me para que eu fosse levantado na cruz; e depois que eu fosse levantado na cruz, pudesse atrair a mim todos os homens (...) a fim de serem julgados por suas obras (...)

Pois as obras que me vistes fazer, essas tamb�m fareis (...)

Portanto, que tipo de homens devereis ser ? Em verdade vos digo que devereis ser como eu sou." (3 N�fi 27:13-15, 21, 27; grifo nosso)

� 2 N�fi 25:12 (o Unig�nito do Pai na carne)

� Mois�s 6:57 (Jesus Cristo � o Unig�nito)

� Mateus, Marcos, Lucas e Jo�o (a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo)

� Mateus 10:1-8; Lucas 9:1-2 (os Ap�stolos s�o ordenados com poder e autoridade)

� Mateus 26:28; Marcos 14-16; Lucas 22-24 (Jesus no Jardim, tra�do, crucificado e ressuscitado)

 

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