Jesus Cristo "veio ao mundo (...) para ser crucificado por ele, para carregar os pecados do mundo, e para santific�-lo e purific�-lo de toda a iniq�idade, para que por interm�dio Dele todos pudessem ser salvos." (D&C 76:41-42) O grande sacrif�cio que fez para pagar por nossos pecados e sobrepujar a morte chama-se Expia��o. � o acontecimento mais importante que j� ocorreu na hist�ria da humanidade. "Porque, de acordo com o grande plano do Deus Eterno, dever� haver uma expia��o; do contr�rio, toda a humanidade inevitavelmente perecer�; (...) sim, todos est�o deca�dos e perdidos e h�o de perecer, a n�o ser que seja pela expia��o que deve haver". (Alma 34:9)

A queda de Ad�o trouxe dois tipos de morte ao mundo: a morte f�sica e a morte espiritual. A morte f�sica � a separa��o do corpo e do esp�rito. A morte espiritual � ser exclu�do da presen�a de Deus. Se esses dois tipos de morte n�o houvessem sido sobrepujados pela expia��o de Jesus, ocorreriam duas conseq��ncias: nosso corpo e nosso esp�rito ficariam separados para sempre e n�o poder�amos viver de novo com o Pai Celestial.

Mas o s�bio Pai Celestial preparou um plano maravilhoso e misericordioso para nos salvar, tanto da morte f�sica como da espiritual. Ele planejou que um Salvador viesse � Terra para nos redimir de nossos pecados e da morte. Devido aos nossos pecados e � fraqueza de nosso corpo mortal, n�o poder�amos redimir a n�s mesmos. (Ver Alma 34:10-12.) Aquele que viesse a se tornar o nosso Salvador, deveria ser sem pecado e ter poder sobre a morte.

Existem diversas raz�es por que Jesus Cristo era o �nico que poderia ser nosso Salvador. Uma raz�o � que o Pai Celestial O escolheu para tal fun��o. Ele era o Unig�nito de Deus e por isso tinha poder sobre a morte. Jesus explicou: "Porque dou a minha vida para tornar a tom�-la. Ningu�m ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tom�-la." (Jo�o 10:17-18)

Jesus tamb�m Se qualificou para ser nosso Salvador por ser a �nica pessoa que j� viveu na Terra e n�o pecou. Isso fez Dele um sacrif�cio aceit�vel para pagar pelos pecados dos outros.

O Salvador expiou nossos pecados sofrendo no Gets�mani e dando Sua vida na cruz. � imposs�vel entendermos completa-mente como Ele sofreu por todos os nossos pecados. No Jardim do Gets�mani, o peso dos nossos pecados f�-Lo sentir tanta agonia e tristeza que Ele suou sangue por todos os poros. (Ver D&C 19:18-19.) Mais tarde, j� na cruz, Jesus sofreu uma morte dolorosa por um dos m�todos mais cru�is j� conhecidos pelo homem.

Como Jesus nos ama para sofrer tal agonia f�sica e espiritual em nosso benef�cio! Qu�o grande foi o amor do Pai Celestial, mandando-nos o Filho Unig�nito para sofrer e morrer por todos os Seus outros filhos. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unig�nito, para que todo aquele que nele cr� n�o pere�a, mas tenha a vida eterna." (Jo�o 3:16)

No terceiro dia ap�s a crucifica��o, Cristo tomou novamente o corpo e tornou-Se a primeira pessoa a ressuscitar. Quando os amigos foram procur�-Lo, os anjos que guardavam o t�mulo lhes disseram: "Ele n�o est� aqui, porque j� ressuscitou, como havia dito." (Mateus 28:6) O esp�rito havia entrado de novo no corpo para nunca mais se separar dele.

Cristo, assim, sobrepujou a morte f�sica. Devido ao Seu sacrif�cio expiat�rio, todas as pessoas nascidas na Terra ressuscitar�o. (Ver I Cor�ntios 15:21-22.) Da mesma forma como Jesus ressuscitou, nosso esp�rito ser� reunido ao corpo, "para n�o mais morrer (...) para n�o mais serem divididos." (Alma 11:45) Essa condi��o se chama imortalidade. Todas as pessoas que j� viveram ressuscitar�o, "tanto velhos como jovens, tanto escravos como livres, tanto homens como mulheres, tanto in�quos como justos." (Alma 11:44)

O sacrif�cio expiat�rio do Salvador torna poss�vel que sobrepujemos a morte espiritual. Embora todas as pessoas venham a ressuscitar com um corpo de carne e ossos, somente aqueles que aceitarem o sacrif�cio expiat�rio ser�o salvos da morte espiritual.

Aceitamos o sacrif�cio de Cristo, tendo f� Nele. Por meio desta f�, n�s nos arrependemos, somos batizados, recebemos o Esp�rito Santo e obedecemos aos Seus mandamentos. Tornamo-nos disc�pulos fi�is de Jesus Cristo, somos perdoados e purificados de nossos pecados, e preparados para voltar ao Pai Celestial e viver para sempre com Ele.

O Salvador disse: "Pois eis que eu, Deus, sofri estas coisas por todos, para que, arrependendo-se, n�o precisassem sofrer como eu sofri." (D&C 19:16-17) Cristo fez Sua parte para expiar nossos pecados. Para tornar completamente v�lida Sua expia��o em nossa vida, devemos nos esfor�ar para obedecer-Lhe e nos arrepender de nossos pecados.

O �lder Boyd K. Packer, do Conselho dos Doze Ap�stolos, deu a seguinte ilustra��o para mostrar como a expia��o de Cristo torna poss�vel que sejamos salvos do pecado, se fizermos nossa parte:

"Deixe-me contar-lhes uma hist�ria - uma par�bola.

Era uma vez um homem que desejava muito uma certa coisa. Isso parecia ser para ele mais importante do que qualquer outra coisa na vida. A fim de satisfazer seu desejo, contraiu uma grande d�vida.

Ele fora prevenido quanto a contrair tal d�bito, e particularmente sobre o credor. Entretanto, parecia muito importante para ele fazer agora o que desejava e ter o que queria. Tinha certeza de que poderia pagar mais tarde.

Assim, assinou um contrato. Os pagamentos seriam feitos em algum tempo no futuro. Isso, por�m, n�o o preocupava, pois parecia haver muito tempo pela frente. Agora ele possu�a o que desejava, e isso era o que importava.

O homem, por�m, tinha sempre em mente o credor e fez-lhe alguns pagamentos espor�dicos, de alguma forma pensando que o dia do ajuste de contas nunca chegaria.

Mas, como sempre acontece, o dia chegou, e o contrato venceu. A d�vida n�o havia sido completamente paga. O credor veio e exigiu pagamento completo.

Foi somente ent�o que ele entendeu que o credor tinha n�o apenas o poder para retirar-lhe tudo o que possu�a como tamb�m de p�-lo na pris�o.

`N�o posso lhe pagar porque n�o tenho meios para isso', confessou ele.

`Ent�o', disse o credor, `executaremos o contrato, tiraremos suas propriedades e voc� ir� para a pris�o. Voc� concordou com isso. Foi sua escolha. Voc� assinou o contrato e ele agora ser� executado'

`Voc� poderia aumentar o prazo ou perdoar a d�vida?' suplicou o devedor. `Ache alguma forma de eu poder conservar o que possuo e n�o ir para a cadeia. Voc� certamente acredita em miseric�rdia. Pode mostr�-la agora?'

O credor respondeu: `A miseric�rdia � sempre unilateral. No caso, serviria apenas a voc�. Se eu for misericordioso, ficarei sem pagamento. O que eu quero � justi�a. Voc� acredita em justi�a?'

`Acreditei em justi�a quando assinei o contrato' disse o devedor. `Ela estava do meu lado ent�o, pois eu pensava que me protege-ria. N�o precisava de miseric�rdia naquela �poca e nem pensava que viria a precisar. A justi�a, eu pensei, serviria igualmente a n�s dois.'

`� a justi�a que exige que voc� pague o contrato ou sofra a penalidade' disse o credor. `Essa � a lei. Voc� concordou com ela e � assim que deve ser. A miseric�rdia n�o pode roubar a justi�a.'

E ali ficaram eles. Um exigindo justi�a, e o outro suplicando miseric�rdia. Se um deles prevalecesse, seria �s custas do outro.

`Se voc� n�o perdoar a d�vida, n�o haver� miseric�rdia' suplicava o devedor.

`Se eu fizer isso, n�o haver� justi�a', foi a resposta.

As duas leis, aparentemente, n�o podiam ser obedecidas juntas. S�o dois ideais eternos que parecem contradizer-se. N�o haver� meio de se cumprir completamente a justi�a e a miseric�rdia?

Sim, h� um meio! A lei da justi�a pode ser completamente satisfeita, e a miseric�rdia completamente concedida-mas h� necessidade de algu�m mais. E foi isso o que aconteceu.

O devedor tinha um amigo que veio em seu aux�lio. Ele conhecia bem o devedor. Sabia que era imprevidente. Achou que havia sido tolo por haver contra�do tal d�vida. N�o obstante, queria ajudar, porque o amava. Ele se colocou entre os dois homens, olhou para o credor e fez sua oferta.

`Pagarei a d�vida, se voc� liberar o devedor de seu contrato, para que possa manter suas posses e n�o ir para a pris�o.'

Enquanto o credor considerava a oferta, o mediador acrescentou: `Voc� exigiu justi�a. Embora ele n�o possa lhe pagar, eu o farei. Voc� ter� sido reparado com justi�a e n�o ter� mais nada a reclamar, pois n�o seria justo'

E assim, o credor concordou.

O mediador voltou-se ent�o para o devedor. `Se eu pagar seu d�bito, voc� me aceitar� como seu credor?'

`Oh, sim, sim' exclamou o devedor. `Voc� me salvou da pris�o e mostrou miseric�rdia para comigo.'

`Ent�o', disse o benfeitor, `voc� pagar� a d�vida para mim, e eu estabelecerei as condi��es. Elas n�o ser�o f�ceis, mas ser�o poss�veis. Dar-lhe-ei um meio de faz�-lo. Voc� n�o precisar� ir para a cadeia.'

E assim o financiador foi completamente pago. Tudo se fez com justi�a. Nenhum contrato foi quebrado.

Ao devedor, por sua vez, foi concedida a miseric�rdia. As duas leis se cumpriram. Por ter havido um mediador, a justi�a recebeu a sua por��o, e a miseric�rdia foi satisfeita." (Conference Report, abr. 1977, pp. 79-80; ou Ensign, maio 1977, pp. 54-55; ver A Liahona, out. 1977, pp. 54-55.)

Nossos pecados s�o nossa d�vida espiritual. Sem Jesus Cristo, que � o nosso Salvador e Mediador, todos pagar�amos por nossos pecados, sofrendo a morte espiritual. Mas por causa Dele, se respeitarmos Suas condi��es, que s�o arrependimento e guardar os mandamentos, poderemos voltar a viver com o Pai Celestial.

� maravilhoso que Jesus nos tenha fornecido um meio pelo qual podemos ser limpos de nossos pecados. Disse Ele:

"Eis que vim ao mundo para (...) salvar o mundo do pecado.

Portanto, todos aqueles que se arrependerem e vierem a mim como criancinhas, eu os receberei, pois deles � o reino de Deus. Eis que por eles dei a vida e tornei a tom�-la; portanto, arrependei-vos e vinde a mim, � v�s, confins da Terra, e salvai-vos. (3 N�fi 9:21-22)

� Alma 34:9-16 (o sacrif�cio expiat�rio foi necess�rio; sacrif�cio de Deus)

� Romanos 5:12-17 (por um veio a morte, por um a vida)

� Helam� 14:15-18 (o prop�sito da morte de Jesus)

� Regras de F� 1:3 (todos podem ser salvos)

� I Pedro 1:18-20 (Jesus foi preordenado)

� Mateus 16:21 (o sacrif�cio de Jesus foi necess�rio)

� Lucas 22:39-46 (o sofrimento de Jesus no Jardim)

� I Jo�o 1:7 (Jesus purifica do pecado)

� 2 N�fi 9:21-22 (o Salvador sofreu por todas as pessoas)

� Mosias 16:6-8(a ressurrei��o � poss�vel somente por interm�dio de Jesus)

� Alma 11:40-45; M�rmon 9:12-14 (todos ressuscitar�o)

� Isa�as 1:18 (os pecados se tornar�o brancos)

� I Cor�ntios 15:40-44 (descri��o da Ressurrei��o)

 

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