A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos �ltimos Dias � governada pelo sacerd�cio. O sacerd�cio, que est� sempre associado � obra de Deus, "continua na igreja de Deus em todas as gera��es e n�o tem princ�pio de dias nem fim de anos" (D&C 84:17). Ele est� sobre a Terra hoje. Homens jovens e adultos s�o batizados na Igreja e, quando s�o considerados dignos, s�o ordenados no sacerd�cio. Eles recebem autoridade para agir pelo Senhor e fazer Sua obra na Terra.

O sacerd�cio est� dividido em duas partes: o Sacerd�cio de Melquisedeque e o Sacerd�cio Aar�nico (ver D&C 107:1). O sacerd�cio maior � o Sacerd�cio de Melquisedeque. H� muito tempo, foi chamado de "o Santo Sacerd�cio Segundo a Ordem do Filho de Deus", mas foi mudado para que o nome do Senhor n�o fosse usado com tanta freq��ncia. A Igreja nos dias antigos chamou-o de "Sacerd�cio de Melquisedeque", sendo este Melquisedeque um grande sumo sacerdote que viveu nos tempos de Abra�o. (Ver D&C 107:2-4.)

O sacerd�cio menor � um ap�ndice do Sacerd�cio de Melquisedeque. Chama-se Sacerd�cio Aar�nico porque foi conferido a Aar�o e a seus filhos por todas as gera��es. Os que possuem o Sacerd�cio de Aar�o t�m autoridade para administrar as ordenan�as externas de arrependimento e batismo. (Ver D&C 107:13-14, 20.)

Os que possuem o Sacerd�cio de Melquisedeque t�m o poder e autoridade para conduzir a Igreja e para dirigir a prega��o do evangelho em todas as partes do mundo. S�o respons�veis por todos os trabalhos espirituais da Igreja (ver D&C 84:19-22). Eles dirigem os trabalhos feitos nos templos; presidem alas, ramos, estacas e miss�es; curam os doentes; aben�oam as crian�as e d�o b�n��os especiais aos membros da Igreja. O Profeta escolhido do Senhor, o Presidente da Igreja, � o sumo sacerdote que preside o Sacerd�cio de Melquisedeque. (Ver D&C 107:65-67.)

"H� uma diferen�a entre sacerd�cio e `chaves' do sacerd�cio. Um sacerdote em uma ala tem poder suficiente para batizar, mas n�o tem direito de realizar essa ordenan�a at� que tenha sido autorizado pelo bispo. O bispo tem as "chaves" para administrar os neg�cios dentro de sua jurisdi��o eclesi�stica. Conseq�entemente, ele � a pessoa que pode dar ao sacerdote permiss�o para batizar.

O presidente e profeta da Igreja tem as chaves do sacerd�cio para administrar todos os assuntos espirituais e temporais da Igreja. � seu direito delegar aos presidentes de estaca, bispos, patriarcas e outros as chaves pertencentes aos of�cios espec�ficos em determinadas �reas geogr�ficas.

O Presidente Joseph F. Smith ensinou o seguinte sobre o assunto:

`Todo (homem) que � ordenado a qualquer grau do Sacerd�cio recebe essa autoridade. Todavia, � necess�rio que todo ato desempenhado sob essa autoridade o seja na ocasi�o e local adequados, da maneira correta e de acordo com a ordem certa. O poder para dirigir esses trabalhos constitui-se nas chaves do Sacerd�cio.' [Doutrina do Evangelho, p. 121] [Melvin R. Brooks, L.D.S. Reference Encyclopedia, (Enciclop�dia de Refer�ncia SUD) p. 393]

Quando o Sacerd�cio Aar�nico � conferido a um homem ou rapaz este � ordenado a um of�cio desse sacerd�cio. Os of�cios do Sacerd�cio Aar�nico s�o: di�cono, mestre, sacerdote e bispo. Cada of�cio possui deveres e responsabilidades. Cada grupo ou quorum � presidido por um l�der de grupo ou presidente de quorum que ensina aos membros os seus deveres e lhes pede que cumpram designa��es. Alguns homens entram para a Igreja ou se tornam ativos ap�s haverem passado a idade usual de recebimento dos of�cios do sacerd�cio. Normalmente, s�o ordenados a um of�cio no Sacerd�cio Aar�nico e podem logo ser avan�ados para of�cios mais altos, caso se mostrem dignos.

Um rapaz que foi bat�7ado e confirmado membro da Igreja e � digno poder� ser ordenado ao of�cio de di�cono, quando tiver doze anos de idade. Os di�conos s�o geralmente designados a passar o sacramento aos membros da Igreja, a servir como recepcionistas, a ajudar na conserva��o dos edif�cios e �reas da Igreja, a agir como mensageiros do sacerd�cio e a cumprir designa��es especiais tais como receber ofertas de jejum.

Um rapaz digno pode ser ordenado mestre quando tiver quatorze anos de idade ou mais. Os mestres possuem todos os deveres, direitos e poderes dos di�conos, e mais alguns. Os mestres do Sacerd�cio Aar�nico devem ajudar os membros da Igreja a viver os mandamentos. (Ver D&C 20:53-59.) Para ajudar a cumprir essa responsabilidade, s�o geralmente designados como mestres familiares. Visitam lares dos membros da Igreja, encorajando-os a viver os princ�pios do evangelho e s�o mandados a ensinar as verdades do evangelho contidas nas escrituras. (Ver D&C 42:12.) Os mestres tamb�m preparam o p�o e a �gua para os servi�os sacramentais.

Um rapaz digno pode ser ordenado sacerdote quando tiver dezesseis anos de idade ou mais. Os sacerdotes possuem todos os deveres dos of�cios de di�cono e mestre, e mais alguns (ver D&C 20:46-51). Um sacerdote pode batizar, administrar o sacramento e ordenar outros sacerdotes, mestres e di�conos. Pode tamb�m encarregar-se de reuni�es, quando n�o houver um portador do Sacerd�cio de Melquisedeque presente. Deve, ainda, ensinar o evangelho para aqueles que est�o ao seu redor.

O bispo � ordenado e designado para presidir o Sacerd�cio Aar�nico de uma ala. Ele � o presidente do quorum de sacerdotes. (Ver D&C 107:87-88.) Quando age no seu of�cio do Sacerd�cio Aar�nico, o bispo lida principalmente com os assuntos materiais, tais como administra��o de finan�as e registros e os cuidados com os pobres e necessitados (ver D&C 107:68).

O bispo tamb�m � ordenado sumo sacerdote, de modo a presidir todos os membros da ala (ver D&C 107:71-73; 68:15). O bispo � um juiz em Israel (ver D&C 107:74) e entrevista os membros para que estes recebam recomenda��es para o templo, ordena��es no sacerd�cio e outras necessidades. � seu direito ter o dom do discernimento.

Os of�cios do Sacerd�cio de Melquisedeque s�o �lder, sumo sacerdote, patriarca, setenta e Ap�stolo.

Os �lderes s�o chamados para ensinar, expor, exortar, batizar e zelar pela Igreja. (Ver D&C 20:42.) Todos os portadores do Sacerd�cio de Melquisedeque s�o �lderes e possuem a autoridade de conceder o dom do Esp�rito Santo pela imposi��o das m�os. (Ver D&C 20:43.) Os �lderes devem dirigir as reuni�es da Igreja conforme inspirados pelo Esp�rito Santo. (Ver D&C 20:45; 46:2.) Os �lderes podem administrar aos doentes (ver D&C 42:44), devem aben�oar criancinhas (ver D&C 20:70) e podem presidir as reuni�es da Igreja quando n�o houver um sumo sacerdote presente. (D&C 107:11)

O sumo sacerdote pode receber autoridade para oficiar na Igreja e encarregar-se das coisas espirituais. (Ver D&C 107:10, 12.) Pode tamb�m oficiar em todos os of�cios menores. (Ver D&C 68:19.) Os presidentes de estaca, de miss�o, sumos conselheiros, bispados e outros l�deres da Igreja s�o ordenados sumos sacerdotes.

Os patriarcas s�o ordenados pelas Autoridades Gerais ou pelos presidentes de estaca, quando s�o autorizados pelo Conselho dos Doze, para darem b�n��os patriarcais especiais aos membros da Igreja. Essas b�n��os nos fazem entender um pouco a respeito de nosso chamado na Terra. S�o a palavra do Senhor dada pessoalmente a n�s. Os patriarcas tamb�m s�o ordenados sumos sacerdotes. (Ver D&C 107:39-56.)

Os setenta s�o testemunhas especiais de Jesus Cristo para o mundo e ajudam na edifica��o e dire��o da Igreja. (Ver D&C 107:25, 34, 38, 93-97.)

Um Ap�stolo � uma testemunha especial de Jesus Cristo em todo o mundo. (Ver D&C 107:23.) Os Ap�stolos administram os neg�cios da Igreja em �mbito mundial. Os que s�o ordenados ao of�cio de Ap�stolo no Sacerd�cio de Melquisedeque s�o geral-mente designados como membros do Conselho dos Doze Ap�s-tolos. A cada um deles s�o dadas as chaves do reino de Deus na Terra, mas apenas o Ap�stolo s�nior, que � o Presidente da Igreja, exerce ativamente todas as chaves. Os outros agem sob sua dire��o.

O Senhor instruiu os portadores do sacerd�cio a organizarem-se em quoruns. Um quorum � um corpo de irm�os que possuem o mesmo of�cio no Sacerd�cio.

Existem tr�s quoruns no Sacerd�cio Aar�nico:

1. O quorum dos di�conos, que consiste em at� doze di�conos. (Ver (D&C 107:85.) A presid�ncia do quorum dos di�conos � chamada pelo bispo dentre os membros do quorum;

2. O quorum dos mestres, que consiste em at� vinte e quatro membros. (Ver D&C 107:86.) A presid�ncia do quorum dos mestres � chamada pelo bispo dentre os membros do quorum;

3. O quorum de sacerdotes, que consiste de at� quarenta e oito sacerdotes. (Ver D&C 107:88.) � presidido pelo bispo da ala ao qual o quorum pertence. O bispo � um sumo sacerdote, e dessa forma pertence tamb�m ao quorum dos sumos sacerdotes.

Sempre que se ultrapassar o n�mero de membros especificado

para um quorum, este pode ser dividido.

Nas estacas de Si�o existem os seguintes quoruns do Sacerd�cio de Melquisedeque:

Cada qu�rum de �lderes � "institu�do para ministros permanentes; no entanto, poder�o viajar, n�o obstante serem ordenados ministros estacion�rios". (D&C 124:137) A maior parte de seu trabalho � realizado perto dos seus lares. O qu�rum deve ser composto de no m�ximo noventa e seis �lderes, presidido por uma presid�ncia do qu�rum chamada pelo presidente da estaca.

Cada qu�rum inclui todos os sumos sacerdotes que vivem dentro dos limites de uma estaca, inclusive patriarcas e bispos. O presidente da estaca e seus conselheiros s�o a presid�ncia desse qu�rum. Os sumos sacerdotes de cada ala s�o organizados num grupo e dirigidos por um l�der.

Quando ordenado ao sacerd�cio, um homem ou rapaz torna-se automaticamente membro de um qu�rum do sacerd�cio. Da� para frente, por toda a vida, espera-se que ele permane�a como membro de um qu�rum do sacerd�cio, de acordo com o seu of�cio. [Ver Boyd K. Packer, "O Qu�rum", em Fortalece a Teus Ir-m�os (Guia de Estudo Pessoal do Sacerd�cio de Melquisedeque), pp. 142-48.]

Se o qu�rum do sacerd�cio funcionar de maneira correta, os membros do qu�rum ser�o encorajados, aben�oados, integrados e ensinados a respeito do evangelho por seus l�deres. Embora um homem possa ser chamado para um cargo e tamb�m desobrigado de designa��es na Igreja (como professor, bispo, sumo conselheiro ou presidente de estaca) n�o h� altera��o em sua condi��o de membro do qu�rum. Ser membro de um qu�rum do sacerd�cio deve ser considerado um privil�gio sagrado.

� Alma 13:1-19 (maneira pela qual os homens eram ordenados ao sacerd�cio)

� Hebreus 7:11-13 (o Sacerd�cio de Melquisedeque restaurado na vinda de Cristo)

� Mateus 16:19; D&C 68:12 (poder dado aos Ap�stolos; o que eles selam na Terra � selado nos c�us)

� D&C 20:38-67 (deveres dos �lderes, sacerdotes, mestres, di�conos)

� D&C 84; 107 (revela��es sobre o sacerd�cio)

� I Cor�ntios 12:14-31 (todos os of�cios do sacerd�cio s�o importantes)

 

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