"Cremos na mesma organiza��o existente na Igreja Primitiva, isto �, ap�stolos, profetas, pastores, mestres, evangelistas, etc." (Regras de F� 1:6)

Jesus estabeleceu Sua Igreja quando esteve na Terra. Ela foi chamada de Igreja de Jesus Cristo (ver 3 N�fi 27:8), e os membros foram chamados santos. Devido � persegui��o e mart�rio dos l�deres da Igreja e iniq�idade geral do povo, a Igreja de Jesus Cristo foi tirada da Terra.

Hoje, a Igreja de Jesus Cristo foi restaurada e chama-se A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos �ltimos Dias. Todos os of�cios e fun��es da Igreja nos tempos de Jesus est�o presentes na Igreja hoje�

Quando Jesus estabeleceu Sua Igreja, instruiu e dirigiu pessoal-mente os l�deres. Ele, por sua vez, recebeu instru��es do Pai Celestial. Dessa forma, a Igreja de Jesus Cristo foi dirigida por Deus e n�o pelo homem. (Ver Hebreus 1:1-2.) Jesus ensinou a Seus seguidores que a revela��o era a "pedra" sobre a qual seria constru�da a Igreja. (Ver Mateus 16:16-18.)

Antes que Cristo ascendesse ao c�u ap�s a ressurrei��o, disse aos Ap�stolos: "Eu estou convosco todos os dias, at� � consuma��o dos s�culos." (Mateus 28:20) Fazendo valer Sua palavra, continuou a gui�-los do c�u e mandou o Esp�rito Santo para que fosse um confortador e um revelador para eles. (Ver Lucas 12:12; Jo�o 14:26.) Falou a Saulo em vis�o. (Ver Atos 9:3-6.) e revelou a Pedro que o evangelho deveria ser ensinado n�o somente aos judeus, mas a todo o mundo. (Ver Atos 10.) Revelou muitas verdades gloriosas a Jo�o, que se acham registradas no Livro de Apocalipse. O Novo Testamento registra muitas outras maneiras pelas quais Jesus revelou Seu desejo de guiar a Igreja e iluminar os disc�pulos.

As ordenan�as e princ�pios do evangelho n�o podem ser administrados sem o sacerd�cio. O Pai deu esta autoridade a Jesus Cristo (ver Hebreus 5:4-6) que, por sua vez, ordenou Seus Ap�s-tolos e deu-lhes o poder e autoridade do sacerd�cio. (Ver Lucas 9:1-2; Marcos 3:14.) Ele os lembrou: "N�o me escolhestes v�s a mim, mas eu vos escolhi a v�s, e vos nomeei." (Jo�o 15:16)

Para que houvesse ordem em Sua Igreja, Jesus deu a maior responsabilidade e autoridade aos Doze Ap�stolos. Escolheu Pedro como Ap�stolo principal e deu-lhe as chaves para selar b�n��os, tanto nos c�us como na Terra (ver Mateus 16:19). Jesus tamb�m ordenou outros oficiais, dando-lhes deveres espec�ficos a serem cumpridos. Depois que ascendeu ao c�u, o padr�o de designa��es e ordenan�as continuou e outros foram ordenados ao sacerd�cio por aqueles que j� o haviam recebido. Jesus tornou clara, por interm�dio do Esp�rito Santo, Sua aprova��o a essas ordena��es. (Ver Atos 1:24.)

A Igreja de Jesus Cristo era uma unidade cuidadosamente organizada. Foi comparada a um edif�cio constru�do com perfei��o, o qual estava "edificados sobre o fundamento dos ap�stolos e dos profetas, de que Jesus Cristo � a principal pedra da esquina." (Ef�sios 2:20)

Jesus designou outros l�deres do sacerd�cio para ajudarem os Ap�stolos no trabalho do minist�rio. Mandou oficiais chamados setentas, em pares, para pregarem o evangelho. (Ver Lucas 10:1.) Outros oficiais da Igreja eram os evangelistas (patriarcas), pastores (l�deres que presidiam), sumos sacerdotes, �lderes, bispos, sacerdotes, mestres e di�conos. (Ver cap�tulo 14, "A Organiza��o do Sacerd�cio.") Esses oficiais eram todos necess�rios para a realiza��o da obra mission�ria, de ordenan�as e para instruir e inspirar os membros da Igreja. Esses oficiais ajudavam os membros a chegar � "unidade da f�, e ao conhecimento do Filho de Deus". (Ef�sios 4:13)

A B�blia n�o nos diz tudo sobre o sacerd�cio ou sobre a organiza��o e governo da Igreja. Todavia, foi preservado o suficiente dela para mostrar a beleza e a perfei��o da organiza��o da Igreja. Os Ap�stolos foram ordenados a irem por todo o mundo e pregar. Eles n�o podiam ficar muito tempo em uma s� cidade para supervisionar os novos conversos. Conseq�entemente, foram chamados e ordenados l�deres locais do sacerd�cio, e os Ap�stolos presidiam sobre eles. Os Ap�stolos visitavam os l�deres nos v�rios ramos e escreviam-lhes cartas, por isso, o Novo Testamento cont�m cartas escritas pelos Ap�stolos Paulo, Pedro, Tiago, Jo�o e Judas, nas quais eles aconselham e instruem os l�deres locais do sacerd�cio.

O Novo Testamento mostra que essa organiza��o deveria continuar. Por exemplo, a morte de Judas deixou apenas onze Ap�stolos. Logo ap�s a ascens�o de Jesus, os onze se reuniram para escolher algu�m para tomar o lugar de Judas. Por meio de revela��o do Esp�rito Santo, escolheram Matias. (Ver Atos 1:23-26.) Mais tarde, outros Ap�stolos morreram ou foram assassinados. Paulo, Barnab� e Tiago, o irm�o do Senhor, foram todos ordenados em seus lugares. Jesus havia estabelecido o padr�o de Doze Ap�stolos para governar a Igreja. Parecia claro que a organiza��o deveria continuar como havia sido estabelecida.

Os Ap�stolos ensinavam dois princ�pios b�sicos: f� no Senhor Jesus Cristo e arrependimento. Depois que os novos conversos ganhavam f� em Jesus Cristo como o Filho de Deus e seu Redentor e se arrependiam dos seus pecados, recebiam duas ordenan�as: batismo por imers�o e imposi��o das m�os para o dom do Esp�rito Santo. Eram esses os primeiros princ�pios e ordenan�as do evangelho. Jesus ensinou: "Na verdade te digo que aquele que n�o nascer da �gua e do Esp�rito, n�o pode entrar no reino de Deus." (Jo�o 3:5) Todos tinham necessidade dessas ordenan�as de salva��o, ou seja, o batismo e o dom do Esp�rito Santo.

Jesus providenciou meios pelos quais todos pudessem ouvir o evangelho, quer na Terra ou ap�s a morte. No per�odo entre Sua morte e ressurrei��o, Jesus esteve entre os esp�ritos daqueles que j� haviam morrido e organizou o trabalho mission�rio entre eles. Designou mensageiros fi�is e concedeu-lhes poder para ensinarem o evangelho a todos os esp�ritos das pessoas que haviam morrido. Isso lhes deu a oportunidade de aceitar o evangelho. (Ver I Pedro 3:18-20; 4:6; D&C 138.) Os membros vivos da Igreja efetuavam ent�o ordenan�as em favor dos mortos. (Ver I Cor�ntios 15:29.) Ordenan�as tais como batismo e confirma��o devem ser feitas na Terra.

Todos os membros fi�is da Igreja podiam receber dons do Esp�rito. Esses dons eram dados de acordo com suas necessidades, habilidades e designa��es. Alguns desses dons eram a f�, inclusive o poder para curar e ser curado, a profecia e as vis�es. (Os dons do Esp�rito s�o debatidos com maiores detalhes no cap�tulo 22.) Os dons espirituais sempre existiram na verdadeira Igreja de Jesus Cristo. (Ver I Cor�ntios 12:4-11.) Jesus disse aos disc�pulos que esses sinais ou dons espirituais sempre seguiriam os que cressem. (Ver Marcos 16:17-18.) Muitos dos disc�pulos realizaram milagres, profetizaram ou tiveram vis�es pelo poder do Esp�rito Santo.

Depois de Sua ressurrei��o, Jesus visitou os povos nas Am�ricas e organizou Sua Igreja entre eles. (Ver 3 N�fi 11-28.) Depois, Ele os deixou e subiu ao c�u. Por mais de duzentos anos, esse povo viveu em retid�o e estava entre os povos mais felizes que j� foram criados por Deus. (Ver 4 N�fi 1:16.)

No decorrer da hist�ria, pessoas maldosas tentaram destruir a obra de Deus. Isso aconteceu enquanto os Ap�stolos ainda estavam vivos e supervisionavam a jovem e crescente Igreja. Alguns membros ensinavam id�ias de Suas antigas cren�as pag�s ou judaicas, em vez das verdades simples ensinadas por Jesus. Al�m disso, havia a persegui��o externa. Membros da Igreja eram torturados e mortos por suas cren�as. Um ap�s o outro, os Ap�stolos foram mortos. Devido � persegui��o, os Ap�stolos sobreviventes n�o podiam se reunir para escolher e ordenar homens que substitu�ssem aqueles que foram mortos. Finalmente, os l�deres locais do sacerd�cio ficaram sendo os �nicos com autoridade para dirigir os v�rios e esparsos ramos da Igreja. N�o existia mais a perfeita organiza��o da Igreja o que resultou em confus�o. A doutrina era maculada cada vez mais por erros, e logo a destrui��o da Igreja foi completa. O per�odo de tempo em que a Igreja deixou de existir sobre a Terra chama-se a Grande Apostasia.

Logo cren�as pag�s dominaram o pensamento daqueles que eram chamados "crist�os". O imperador romano adotou esse falso cristianismo como religi�o de estado. Essa igreja era muito diferente daquela organizada por Jesus. Seus membros acreditavam que Deus era um ser sem forma ou subst�ncia.

Essas pessoas perderam a compreens�o do amor de Deus por n�s. N�o sabiam que �ramos Seus filhos. N�o entendiam o prop�sito da vida. Muitas ordenan�as foram mudadas, porque o sacerd�cio e a revela��o j� n�o estavam mais sobre a Terra.

O imperador escolheu seus pr�prios l�deres e os chamou pelos t�tulos usados pelos l�deres do sacerd�cio na Igreja verdadeira de Cristo. Os oficiais da Igreja recebiam honra e riquezas. Bispos e arcebispos lutavam entre si para ganhar mais poder. N�o havia Ap�stolos ou outros l�deres do sacerd�cio com poder de Deus, nem dons espirituais. O profeta Isa�as previu essa condi��o e profetizou: "A terra est� contaminada por causa dos seus moradores; porquanto t�m transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a alian�a eterna." (Isa�as 24:5) N�o existia mais a Igreja de Jesus Cristo; ela era agora uma igreja de homens. At� mesmo o nome havia mudado. Tamb�m nas Am�ricas ocorreu apostasia (ver 4 N�fi).

Deus havia previsto a Apostasia e preparou a restaura��o do evangelho. O Ap�stolo Pedro falou sobre isso aos judeus: "E envie ele a Jesus Cristo, que j� dantes vos foi pregado. O qual conv�m que o c�u contenha at� aos tempos da restaura��o de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princ�pio." (Atos 3:20-21)

Jo�o, o Revelador, tamb�m previu a �poca em que o evangelho seria restaurado. Disse ele: "E vi outro anjo voar pelo meio do c�u, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a na��o, e tribo, e l�ngua, e povo." (Apocalipse 14:6)

� Ef�sios 2:19 (os membros s�o chamados Santos)

� I Cor�ntios 12:12-31 (a Igreja comparada a um corpo perfeito)

� Lucas 10:1; Atos 14:23; Tito 1:7; I Tim�teo 2:7 (s�o identificados os oficiais da Igreja)

� Jo�o 8: 26-29 (o Pai orienta Jesus)

� Lucas 9:1; Tiago 1:17; 5:14-15 (dons espirituais)

� II Pedro 2:1; Mateus 24:9-12; Jo�o 16:1-3; Am�s 8:11; II Tessalonicenses 2:3-4 (� predita a Apostasia)

� Daniel 2:44-45; Mateus 24:14; Miqu�ias 4:1; Isa�as 2:2-4 (� predita a Restaura��o)

 

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