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Desde os tempos de Adão, o povo de Deus tem jejuado na tentativa de aproximar-se mais Dele e de adorá-Lo. Jesus mostrou a importância do jejum por Seu próprio exemplo (ver Lucas 4:1-4). Por intermédio das revelações modernas, aprendemos que o Senhor ainda espera que Seu povo jejue e ore com freqüência (ver D&C 88:76). Jejuar quer dizer não comer nem beber (ver Joseph F. Smith, Doutrina do Evangelho, pp. 221-22). O jejum ocasional é bom para o corpo e ajuda a mente a ficar mais ativa. O Salvador nos ensinou que o jejum com propósito é mais do que apenas ficar sem comer e beber. Devemos concentrar-nos também em assuntos espirituais. A oração é uma parte necessária do jejum. Nas escrituras, as referências ao jejum mencionam sempre a oração sincera. Devemos também orar ao iniciar e terminar o jejum. O jejum pode ter muitos propósitos. Podemos sobrepujar fraquezas e problemas com jejum e oração. Algumas vezes, talvez queiramos jejuar e orar pedindo ajuda e orientação para outras pessoas, como um membro da família que esteja doente e necessite de uma bênção (ver Mosias 27:22-23). Por intermédio do jejum, podemos vir a saber a verdade das coisas como fez o profeta Alma no Livro de Mórmon, quando disse: "Jejuei e orei durante muitos dias, a fim de saber estas coisas por mim mesmo. E agora sei por mim mesmo que são verdadeiras, porque o Senhor Deus mas revelou por seu Santo Espírito." (Alma 5:46) Podemos jejuar para que nossos amigos não-membros convertam-se à verdade, por conforto em tempos de tristeza e luto (ver Alma 28:4-6). O jejum ajuda-nos a nos tornarmos mais humildes e nos sentirmos mais próximos do Pai Celestial (ver Helamã 3:35). O propósito do jejum não deve ser impressionar os outros. O Senhor aconselhou: "E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto. Para não pareceres aos homens que jejuas." (Mateus 6:16-18) Devemos ter expressões alegres quando jejuamos, não fazendo publicidade de nosso jejum para os outros. Um domingo por mês os santos dos últimos dias observam um dia de jejum. Nessa ocasião, não comemos nem bebemos por duas refeições consecutivas, completando assim vinte e quatro horas de jejum. Se jantarmos no sábado, não comeremos nem beberemos até o jantar de domingo à noite. Todos os que podem devem jejuar. Entretanto, "muitos estão sujeitos a fraquezas, outros têm saúde delicada, e algumas mulheres estão amamentando crianças; a esses não devemos pedir que jejuem. Nem os pais devem compelir os filhos pequenos a jejuar." (Doutrina do Evangelho, p. 221.) Devemos encorajar os filhos a jejuarem após haverem sido batizados, mas nunca forçá-los. O dia de jejum é um dia especial para nos humilharmos diante do Senhor em jejum e oração. É um dia para orarmos e pedirmos perdão por nossos pecados e força para sobrepujar faltas e perdoar os outros. No domingo de jejum, os membros da Igreja reúnem-se e participam do sacramento, fortalecendo-se uns aos outros e prestando testemunho na reunião sacramental. Quando jejuamos todos os meses, o Senhor nos pede que ajudemos os necessitados, entregando à autoridade apropriada do sacerdócio o alimento ou o dinheiro que iríamos gastar nas duas refeições. Devemos dar tão generosamente quanto pudermos. Por meio das ofertas de jejum, tornamo-nos sócios do Senhor em cuidar das necessidades de nossos irmãos e irmãs menos afortunados. Isaías, um profeta do Velho Testamento, escreveu a respeito das ricas promessas reservadas àqueles que jejuam e ajudam os necessitados, tais como paz, saúde melhor e orientação espiritual. Isaías nos diz que, quando jejuamos: "Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui." (Isaías 58:8-9) O jejum melhora a nossa vida e nos dá força adicional, além de nos ajudar a viver outros princípios do evangelho, por aproximar-nos do Senhor. O jejum nos ajuda a ganhar força de caráter. Somente essa razão já torna o jejum importante. [Ver David O. McKay, True to the Faith (Honesto para com a Verdade), p. 81.] Quando jejuamos da maneira certa, aprendemos a controlar os apetites, paixões e temperamentos. Salomão disse: "Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade." (Provérbios 16:32) Até mesmo o jejum por apenas duas refeições pode dar-nos uma sensação de sucesso. Tornamo-nos um pouco mais fortes por provarmos a nós mesmos que temos autocontrole. Se ensinarmos nossos filhos a jejuar, eles desenvolverão a força de vontade para sobrepujar maiores tentações mais tarde. Quando jejuamos de modo sábio e com espírito de oração, desenvolvemos fé e, com essa fé, temos mais poder espiritual. Por exemplo, Alma (o profeta do Livro de Mórmon) narra a história do seu reencontro com os filhos de Mosias muitos anos após a conversão miraculosa deles. Alma sentiu grande alegria quando soube que eles haviam fortalecido a fé e desenvolvido um grande poder espiritual. Eles ganharam esse poder, porque "haviam-se devotado a muita oração e jejum; por isso tinham o espírito de profecia e o espírito de revelação" (Alma 17:3). Os filhos de Mosias haviam estado pregando aos lamanitas por quatorze anos. Por terem jejuado e orado, o Espírito do Senhor aumentou o poder de suas palavras. Isso trouxe-lhes grande sucesso na obra missionária (ver Alma 17:4). O Salvador disse a quem jejua da forma correta: "Teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente." (Mateus 6:18) • Lucas 2:37; Alma 45:1 (adoração a Deus por meio do jejum) • Mosias 27:19,23 (jejum pelos doentes) • 3 Néfi 27:1-3; Êxodo 34:27-28 (jejum para receber revelação e testemunho) • Alma 6:6; 17:9 (jejum pelos não-membros) • Atos 13:2-3 (jejum para escolha dos oficiais da Igreja)
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