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A vida do Salvador reflete Seu puro amor a toda a humanidade. Ele deu até Sua vida por nós. Caridade é o amor puro que o Salvador Jesus Cristo tem. Ele mandou que nos amássemos uns aos outros como Ele nos ama. As escrituras dizem que a caridade é sentida no coração. Temos o amor puro quando, de coração, mostramos uma preocupação e uma solidariedade genuínas por todos os nossos irmãos (ver I João 3:16-24). O profeta Morôni nos diz: "Portanto, apegai-vos à caridade, que é, de todas, a maior, porque todas as coisas hão de falhar - Mas a caridade é o puro amor de Cristo e permanece para sempre" (Morôni 7:46-47). O Salvador deu-nos o exemplo de Sua vida para seguirmos. Ele foi um homem perfeito. Tinha o perfeito amor e mostrou-nos como devemos amar. Por Seu exemplo, mostrou-nos que as necessidades físicas e espirituais do próximo são tão importantes quanto as nossas. Antes de dar a vida por nós, Cristo disse: "O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos" João 15:12-13). Falando ao Senhor, Morôni disse: "E novamente me lembro de que tu disseste ter amado o mundo a ponto de dar a tua vida pelo mundo (...) E agora sei que esse amor que tiveste pelos filhos dos homens é caridade; portanto, a não ser que os homens tenham caridade, não poderão herdar o lugar que preparaste nas mansões de teu Pai." (Éter 12:33-34) Talvez não seja necessário que tenhamos de dar a vida como o Salvador fez. Porém, podemos ter caridade, se O pusermos no centro de nossa vida e seguirmos Seu exemplo e ensinamentos. Como o Salvador, nós também podemos abençoar a vida de nossos irmãos e irmãs na Terra. O Salvador ensinou-nos muitas coisas por meio de histórias ou parábolas. A parábola do bom samaritano ensina-nos que precisamos ajudar os necessitados, sejam eles nossos amigos ou não (ver Lucas 10:30-37; ver também James E. Talmage, Jesus, o Cris-to, pp. 416-17). Na parábola, o Salvador diz que um homem viajava para outra cidade. Na estrada, foi atacado por bandidos que roubaram-lhe as roupas, o dinheiro, e surraram-no, deixando-o meio morto. Um sacerdote passou, olhou e seguiu o seu caminho. Também passou um atendente do templo também passou, olhou para ele e depois seguiu em frente. Entretanto, um samaritano, que era desprezado pelos judeus, passou pelo local, e quando viu o homem, sentiu profunda compaixão por ele. Ajoelhando-se ao seu lado, o bom samaritano cuidou dos seus ferimentos e levou-o num jumento para uma hospedaria. Nesse local, pagou ao dono para que cuidasse dele até que se recuperasse. Jesus ensinou que devemos alimentar os famintos, abrigar os que não têm teto e vestir os pobres. Quando visitamos os doentes e os presos, é como se estivéssemos fazendo essas coisas pelo próprio Senhor. Ele promete-nos que, se fizermos isso, herdaremos o Seu reino (ver Mateus 25:34-46). Não devemos tentar decidir se alguém precisa ou não de ajuda (ver Mosias 4:16-24). Se já cuidamos das necessidades principais de nossa família, devemos então ajudar todos os que necessitam de auxílio. Dessa forma, seremos como o Pai Celestial, que faz chover igualmente sobre os justos e os injustos (ver Mateus 5:44-45). O Presidente Harold B. Lee lembrou-nos que existem pessoas que necessitam de mais do que coisas materiais: "É bom que lembremos de que existem corações amargurados e almas feridas entre nós, que necessitam do cuidado de um irmão bondoso e compreensivo" [Stand Ye in Holy Places (Permanecei em Lugares Santos), p. 228]. Mesmo que cuidemos dos necessitados, se não tivermos compaixão por eles, não teremos caridade (ver João 3:16-17). O Apóstolo Paulo ensinou que, quando temos caridade, enchemo-nos de sentimentos bons por todas as pessoas. Somos pacientes e bondosos. Não somos arrogantes, orgulhosos, egoístas ou rudes. Quando temos caridade, não nos lembramos das coisas más que os outros fizeram nem nos alegramos com elas. Não fazemos o bem apenas porque nos é conveniente. Em vez disso, partilhamos a alegria dos que vivem a verdade. Quando temos caridade, somos leais, acreditamos no que há de melhor nos outros e os defendemos. Quando realmente temos caridade, esses bons sentimentos permanecem em nós para sempre (ver I Coríntios 13:4-8). O Salvador foi o exemplo de como devemos sentir-nos em relação a outras pessoas e de como tratá-las. Ele desprezava a iniqüidade, mas amava os pecadores, apesar de seus pecados. Tinha compaixão das crianças, velhos, pobres e necessitados. Tinha tanto amor, que pôde suplicar ao Pai Celestial que perdoasse os soldados que Lhe pregaram pregos nas mãos e nos pés (ver Lucas 23:34). Ele ensinou-nos que, se não perdoarmos os outros, o Pai Celestial não nos perdoará (ver Mateus 18:33-35). Jesus disse: "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem (...) Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis?" (Mateus 5:44, 46) Devemos aprender sentir pelos outros o que Jesus sentia. Uma forma de nos tornarmos caridosos é estudar a vida de Jesus Cristo e guardar Seus mandamentos. Podemos estudar o que Ele fez em certas situações e fazer as mesmas coisas, quando estivermos diante de situações idênticas. Segundo, quando tivermos sentimentos não caridosos, podemos orar para afastá-los. Morôni recomenda-nos: "Rogai ao Pai, com toda a energia de vosso coração, que sejais cheios desse amor que ele concedeu a todos os que são verdadeiros seguidores de seu Filho, Jesus Cristo." (Morôni 7:48) Terceiro, podemos aprender a amar a nós mesmos. O Salvador ensinou que devemos amar os outros como amamos a nós mesmos (ver Mateus 22:39). Para nos amarmos, precisamos respeitar-nos e confiar em nós mesmos. Isso significa que devemos ser obedientes aos princípios do evangelho, arrepender-nos de coisas erradas e perdoar-nos após nos havermos arrependido. Estaremos amando a nós mesmos apenas quando sentirmos a segurança profunda e confortadora de que o Salvador realmente nos ama. Quarto, quando amamos a nós mesmos, nosso amor pelos outros aumenta. Não pensaremos que somos melhores que os outros e seremos pacientes com suas faltas. Joseph Smith disse: "Quanto mais nos achegarmos ao Pai Celestial, mais haverá em nós a disposição de sermos misericordiosos com as almas que estão perecendo; sentiremos o desejo de levá-las sobre nossos ombros e suportar em nossas costas o peso de seus pecados." (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 235.) No Livro de Mórmon, lemos sobre Enos, um jovem que desejava saber se os seus pecados haviam sido perdoados. Ele nos diz: "E minha alma ficou faminta; e ajoelhei-me ante o meu Criador e clamei-lhe, em fervorosa oração e súplica, por minha própria alma; e clamei o dia inteiro; sim, e depois de ter anoitecido, continuei a elevar minha voz até que ela chegou aos céus. E ouvi uma voz, dizendo: Enos, perdoados são os teus pecados e tu serás abençoado." (Enos 1:4-5) O Senhor explicou a Enos que, devido a sua fé em Cristo, seus pecados haviam sido perdoados. Quando ouviu essas coisas, Enos não se preocupou mais consigo mesmo. Ele sabia que o Senhor o amava e que o abençoaria. Em vez disso, começou a preocupar-se com o bem estar dos seus amigos e parentes, os nefitas. Por eles, entregou a alma inteiramente ao Senhor. O Senhor respondeu-lhe e disse que eles seriam abençoados de acordo com a fidelidade em guardar os mandamentos que lhes haviam sido dados. O amor de Enos aumentou ainda mais após ouvir essas palavras, e ele orou insistentemente pelos lamanitas, que eram inimigos dos nefitas. O Senhor concedeu-lhe seus desejos e ele passou toda a vida tentando salvar a alma de nefitas e de lamanitas. Enos ficou tão agradecido pelo amor e perdão do Senhor que espontaneamente passou o resto da vida ajudando os outros a receberem o mesmo dom. (Ver Enos 1:7-23.) Ele tornou-se um homem realmente caridoso. Nós também podemos ser caridosos. Na verdade, precisamos sê-lo, para herdar o lugar que nos foi preparado no reino do Pai. • Colossenses 3:12-14 (caridade é o vínculo da perfeição) • Alma 34:28 (as orações não são respondidas, a menos que tenhamos caridade) • I Coríntios 12:29-13:3 (a caridade é maior do que qualquer dom espiritual) • D&C 121:45-46 (a caridade é necessária para termos a companhia do Espírito Santo)
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