O Pai Celestial deu a todos os Seus filhos capacidade e talentos especiais. Quando nascemos, trouxemos esses talentos e aptid�es conosco (ver cap�tulo 2, "Nossa Fam�lia Celestial"). Cada um de n�s recebeu pelo menos um talento especial.

O profeta Mois�s foi um grande l�der, mas precisou de Aar�o, seu irm�o, para ajud�-lo como porta voz (ver �xodo 4:14-16). Alguns de n�s somos l�deres como Mois�s ou bons oradores como Aar�o. Outros podem cantar bem ou tocar um instrumento. Outros ainda podem ser bons esportistas ou habilidosos em trabalhos manuais. H� pessoas que t�m o talento de entender os outros, de ser paciente, de animar ou de ensinar.

O Pai Celestial disse que depende de n�s recebermos os dons que Ele nos reservou (ver D&C 88:33). Isso significa que devemos desenvolver e usar nossos talentos. �s vezes, pensamos que n�o temos muitos talentos ou que outras pessoas foram aben�oadas com maior capacidade de fazer coisas do que n�s. Outras vezes, n�o usamos os talentos porque temos medo de falhar ou de ser criticados pelos outros. N�o devemos esconder nossos talentos, mas us�-los. Assim, os outros podem ver nossas boas obras e glorificar o Pai Celestial (ver Mateus 5:16).

H� certas coisas que devemos fazer para desenvolver nossos talentos. Primeiro, descobri-los. Devemos avaliar-nos, a fim de descobrir nossos pontos fortes e nossas aptid�es. A fam�lia e os amigos podem ajudar-nos a fazer isso. Devemos tamb�m pedir ao Pai Celestial que nos ajude a desenvolv�-los.

Segundo, devemos estar dispostos a despender tempo e esfor�o para desenvolver o talento que desejamos.

Terceiro, devemos ter f� que o Pai Celestial nos ajudar� e ter f� em n�s mesmos.

Quarto, devemos aprender as aptid�es necess�rias, fazendo um curso, pedindo a um amigo que nos ensine o que desejamos aprender ou lendo um livro.

Quinto, devemos praticar nosso talento. Todo talento necessita de esfor�o e trabalho para desenvolver-se. O dom�nio de um talento deve ser aprendido.

Sexto, devemos partilhar os talentos com os outros. � pelo uso que eles se desenvolvem (ver Mateus 25:29).

Todos esses passos ser�o mais f�ceis, se orarmos e buscarmos o aux�lio do Senhor. Ele deseja que desenvolvamos nossos talentos, e nos ajudar�.

Algumas vezes o Senhor nos d� fraquezas para que trabalhemos muito para venc�-las. Com Sua ajuda, nossas fraquezas podem tornar-se pontos fortes (ver �ter 12:27). Beethoven comp�s suas melhores obras depois que ficou surdo. Dem�stenes sobrepujou a fraqueza dos pulm�es e a gagueira para tornar-se um dos maiores oradores de todos os tempos.

Alguns dos grandes atletas tiveram que sobrepujar defeitos f�sicos a fim de serem bem sucedidos. Um desses exemplos foi a atleta Shelly Mann: "Aos cinco anos de idade, ela teve paralisia infantil. (...) Os pais levavam-na diariamente a uma piscina, na esperan�a de que a �gua a ajudasse a levantar os bra�os ao tentar us�-los de novo. Quando tirou o bra�o para fora da �gua por seu pr�prio esfor�o, chorou de alegria. A meta seguinte foi atravessar a piscina nadando de ponta a ponta na largura, depois no comprimento e finalmente diversas vezes no comprimento. Ela continuou tentando, nadando, suportando tudo dia ap�s dia, at� que ganhou a medalha de ouro em nata��o no estilo borboleta - um dos mais dif�ceis estilos de nado." (Marvin J. Ashton, Conference Report, abr. 1975, p. 127 ou Ensign, maio 1975, p. 86.)

Heber J. Grant sobrepujou muitas das suas fraquezas, transformando-as em talentos. Seu lema era: "Tudo o que persistimos em fazer torna-se cada vez mais f�cil para n�s; n�o porque mude a natureza da coisa, mas porque nosso poder de faz�-la aumenta" [Gospel Standards (Padr�es do Evangelho), p. 355].

O Presidente Joseph F. Smith disse: "Todos os filhos e filhas de Deus receberam algum talento e todos ser�o cobrados pelo bom ou mau uso que fizeram dos mesmos." ["The Returned Missionary" (O Mission�rio Retornado), Juvenile Instructor, nov. 1903, p. 689.] Talento � um tipo de mordomia (responsabilidade no reino de Deus). A par�bola dos talentos nos diz que quando servimos bem em nossa mordomia, recebemos maiores responsabilidades. Se n�o servirmos bem, nossa mordomia nos ser� finalmente tirada (ver Mateus 25:14-30).

As escrituras dizem que seremos julgados de acordo com nossas obras (ver Mateus 16:27). Desenvolvendo e usando nossos talentos em benef�cio de outras pessoas, realizamos boas obras.

O Senhor alegra-se quando usamos sabiamente nossos talentos. Ele nos aben�oar�, se os usarmos para beneficiar os outros e para construir Seu reino aqui na Terra. Algumas b�n��os que ganhamos s�o alegria e amor, por servirmos nossos irm�os. Tamb�m aprendemos autocontrole. Todas essas coisas s�o necess�rias para que sejamos dignos de voltar a viver com o Pai Celestial.

� Tiago 1:17 (os dons v�m de Deus)

� D&C 46:8-9; I Tim�teo 4:14 (desenvolver os dons)

� II Cor�ntios 12:9 (as coisas fracas transformadas em fortes)

� Apocalipse 20:13; 1 N�fi 15:33; D&C 19:3 (julgados por nossas obras)

� Hebreus 13:21 (mostrar boas obras)

 

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