Este cap�tulo inclui algumas partes que est�o al�m da maturidade das crian�as. � melhor esperar at� que elas tenham idade suficiente para entender as rela��es sexuais e a procria��o, antes de ensinar-lhes essas partes do cap�tulo. Os l�deres da Igreja disseram-nos que os pais t�m a responsabilidade de ensinar os filhos a respeito da procria��o (o processo de conceber e dar � luz) e tamb�m a lei da castidade.

Os pais podem come�ar a ensinar os filhos a terem atitudes corretas para com o corpo quando ainda s�o bem pequenos. Conversar com eles franca mas reverentemente, usando os nomes corretos para as partes e fun��es do corpo, far� com que cres�am sem se sentirem constrangidos desnecessariamente a respeito do assunto.

As crian�as s�o naturalmente curiosas. Elas querem saber como o corpo funciona e de onde v�m os beb�s. Se os pais responderem a essas perguntas imediatamente, de maneira clara, elas continuar�o a fazer-lhes perguntas. Todavia, se os pais lhes responderem fazendo-as sentirem-se constrangidas, rejeitadas ou insatisfeitas, elas provavelmente procurar�o outra pessoa a quem far�o as mesmas perguntas, e � poss�vel que obtenham id�ias incorretas e desenvolvam atitudes impr�prias.

N�o � s�bio nem necess�rio dizer �s crian�as tudo de uma vez.

Os pais devem apenas dar-lhes as informa��es que pedirem e que podem entender. Ao responder a essas perguntas, devem ensinar-lhes a import�ncia de respeitarem o pr�prio corpo e o corpo dos outros. Os pais devem ensin�-las a vestirem-se com recato e corrigir id�ias falsas e linguagem vulgar que aprendam com os outros.

Quando atingirem a maturidade, os pais j� devem ter-lhes falado com franqueza a respeito da procria��o. As crian�as devem entender que esses poderes s�o bons e que nos foram dados pelo Senhor. Deus espera que os usemos dentro dos limites que Ele estabeleceu para n�s.

As criancinhas chegam � Terra inocentes e puras vindas da presen�a do Pai Celestial. Se os pais orarem pedindo orienta��o, o Senhor os inspirar� a ensin�-las no momento certo e da maneira apropriada.

Ap�s a Cria��o, Deus ordenou a cada ser vivo que se multiplicasse de acordo com sua esp�cie (ver G�nesis 1:22). A reprodu��o era parte do plano, para que todas as formas de vida continuassem existindo no mundo.

Ele ent�o colocou Ad�o e Eva na Terra. Eles que eram diferentes das outras cria��es, porque eram Seus filhos espirituais. Deus casou Ad�o e Eva no Jardim do �den e ordenou-lhes que se multiplicassem e enchessem a Terra (ver G�nesis 1:28). Todavia, deveriam governar sua vida pelas leis morais e n�o pelos instintos.

Deus queria que Seus filhos espirituais nascessem em fam�lias, para que recebessem os cuidados adequados e fossem ensinados de maneira correta. N�s, como Ad�o e Eva, devemos fornecer corpos f�sicos para esses filhos espirituais por meio da reprodu��o sexual.

Os poderes da procria��o s�o sagrados. Deus ordenou-nos que tiv�ssemos rela��es sexuais apenas no casamento. Esse manda-mento chama-se lei da castidade.

Devemos ter rela��es sexuais apenas com a pessoa com quem estivermos legalmente casados. Ningu�m, homem ou mulher, deve ter rela��es sexuais antes do casamento. Ap�s o casamento, somente s�o permitidas rela��es com o marido ou a mulher.

O Senhor disse aos israelitas: "N�o adulterar�s" (�xodo 20:14). Os israelitas que quebravam esse mandamento eram mortos (ver Lev�tico 20:10). O Senhor repetiu esse mandamento ao profeta Joseph Smith (ver D&C 42:24).

Fomos ensinados que a lei da castidade inclui mais do que as rela��es sexuais. O �lder Spencer W. Kimball preveniu os jovens de outros pecados sexuais:

"Dentre os pecados sexuais mais comuns cometidos pelos jovens, encontramos as intimidades. Essas rela��es impr�prias em geral n�o apenas conduzem � fornica��o, gravidez e abortos- todos pecados abomin�veis-mas por si s� s�o males perniciosos e � quase sempre dif�cil para os jovens distinguir onde um come�a e o outro termina. Despertam a lux�ria e originam pensamentos indignos e desejos sexuais. S�o componentes de toda uma fam�lia de pecados e imprud�ncias afins." (O Milagre do Perd�o, p. 71.)

O plano de Satan�s � enganar o maior n�mero poss�vel de pessoas, a fim de evitar que voltemos a viver com o Pai Celestial. Uma das coisas mais prejudiciais que ele pode nos fazer � tentar induzir-nos a quebrar a lei da castidade. Ele � persuasivo e poderoso. Seu desejo � fazer-nos acreditar que n�o h� pecado em quebrar essa lei. Muitas pessoas j� foram enganadas. Devemos proteger-nos contra as m�s influ�ncias.

Satan�s ataca os padr�es do recato e deseja que acreditemos que, porque o corpo humano � belo, deve ser visto e apreciado. O Pai Celestial deseja que conservemos nosso corpo coberto, para que n�o despertemos pensamentos impr�prios na mente dos outros.

Satan�s n�o s� nos encoraja a vestir-nos sem recato, como tamb�m a pensar coisas imorais e impr�prias. Isso � feito por meio de fotos, filmes, hist�rias, piadas, m�sicas e dan�as que sugerem comportamento imoral. A lei da castidade requer que nossos pensamentos, bem como nossas a��es, sejam puros. O profeta Alma ensinou que, quando formos julgados por Deus, "nossos pensamentos tamb�m nos condenar�o; e nesse terr�vel estado n�o nos atreveremos a olhar para o nosso Deus" (Alma 12:14). Jesus ensinou:

"Ouvistes que foi dito aos antigos: N�o cometer�s adult�rio:

Eu, por�m, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobi�ar, j� em seu cora��o cometeu adult�rio com ela" (Mateus 5:27-28).

Satan�s �s vezes nos tenta por meio de nossas emo��es. Ele sabe quando estamos solit�rios, confusos ou deprimidos, escolhendo esses momentos de fraqueza para induzir-nos a quebrar a lei da castidade. O Pai Celestial pode dar-nos for�a para resistir a essas tenta��es, sem sermos afetados.

As escrituras contam de um jovem justo chamado Jos�, que tinha toda a confian�a de seu patr�o, Potifar. Potifar havia dado a Jos� o comando de tudo o que possu�a. A esposa desse homem desejou Jos� e tentou induzi-lo a cometer adult�rio com ela, mas Jos� resistiu e fugiu dela.

O Pai Celestial prometeu: "N�o veio sobre v�s tenta��o, sen�o humana; mas fiel � Deus, que n�o vos deixar� tentar acima do que podeis, antes com a tenta��o dar� tamb�m o escape, para que a possais suportar." (I Cor�ntios 10:13)

O profeta Alma chorou porque um dos seus filhos havia quebrado a lei da castidade. Ele disse ao filho Cori�nton: "N�o sabes, meu filho, que essas coisas s�o uma abomina��o � vista do Senhor? Sim, mais abomin�veis que todos os pecados, salvo derramar sangue inocente ou negar o Esp�rito Santo?" (Alma 39:5) A quebra da lei da castidade vem logo ap�s o assassinato em ordem de seriedade.

Se uma crian�a � concebida por pessoas que quebraram a lei da castidade, elas talvez sejam tentadas a cometer um outro pecado abomin�vel: o aborto. N�o h� praticamente desculpa alguma para o aborto. As �nicas exce��es s�o:

1. Gravidez resultante de incesto ou estupro;

2. Risco de vida da mulher ou amea�a a sua sa�de, segundo a opini�o de uma autoridade m�dica competente; ou

3. Defeitos s�rios no feto, constatados por autoridade m�dica competente, que impe�am a sobreviv�ncia do beb� ap�s o nascimento.

Mesmo nesses casos, o casal deve considerar a op��o do aborto apenas depois de conversar muito sobre o assunto e de consultar o bispo ou presidente do ramo, e tamb�m depois de haver recebido confirma��o divina por interm�dio da ora��o. [Ver Manual Geral de Instru��es (30943 059), p. 11-4.]

� extremamente importante para o Pai Celestial que Seus filhos obede�am � lei da castidade. Os membros da Igreja que quebram essa lei podem ser desassociados ou excomungados (ver D&C 42:22-26, 80-81). Todos que n�o se arrependerem ap�s co-meter adult�rio, n�o poder�o viver com o Pai Celestial e Jesus Cristo, mas viver�o no reino telestial (ver D&C 76:81-86, 103-5; ver tamb�m cap�tulo 46, "O Julgamento Final").

Aqueles que quebram a lei da castidade podem voltar a ter paz. O Senhor nos diz: "Mas se o �mpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos (...) de todas as transgress�es que cometeu n�o haver� lembran�a contra ele" (Ezequiel 18:21-22). A paz vem apenas por meio do perd�o, mas o perd�o tem um pre�o alto.

O �lder Kimball disse: "Para todo perd�o existe uma condi��o. (...) O jejum, as ora��es e a humildade devem ser iguais ou maiores do que o pecado. Precisa haver um cora��o quebrantado e um esp�rito contrito (...), l�grimas e uma mudan�a genu�na no cora��o. Precisa haver a consci�ncia do pecado, o abandono do mal, a confiss�o do erro �s autoridades do Senhor." (O Milagre do Perd�o, p. 334.)

Para muitas pessoas, a confiss�o � a parte mais dif�cil do arrependimento. Devemos confessar-nos ao Senhor, mas tamb�m � pessoa que ofendemos, como ao marido ou � mulher, e � autoridade apropriada do sacerd�cio. O l�der do sacerd�cio (bispo ou presidente de estaca) julgar� a nossa posi��o na Igreja. O Senhor disse a Alma: "(...) O que transgredir contra mim (...) se confessar seus pecados diante de ti e de mim e arrepender-se com sinceridade de cora��o, tu o perdoar�s e eu tamb�m o perdoarei." (Mosias 26:29)

Mas o �lder Kimball nos previne: "Embora o perd�o seja t�o abundantemente prometido, n�o existe promessa nem ind�cio de perd�o para a alma cujo arrependimento n�o seja completo. (...) Nunca ser� demais a �nfase que dermos ao lembrar as pessoas que n�o podem pecar e ser perdoadas e pecar outra vez, e outra, e mais outra, e esperar que o perd�o lhes seja concedido" (O Milagre do Perd�o, pp. 333, 340). Os que recebem perd�o e repetem o pecado, tornam-se novamente respons�veis pelos pecados anteriores (ver D&C 82:7; �ter 2:15).

Quando obedecemos � lei da castidade, podemos viver sem culpa ou vergonha. Nossa vida e a vida dos nossos filhos s�o aben�oadas quando nos mantemos puros e sem manchas diante do Senhor. Os filhos podem olhar para o nosso exemplo e seguir nossos passos.

� Mateus 19:5-9; G�nesis 2:24 (o relacionamento conjugal � sagrado)

� Tito 2:4-12 (instru��es sobre a castidade)

� Prov�rbios 6:25-32; Lev�tico 19:29; 20:13, 15-16 (a pervers�o � condenada)

� I Cor�ntios 7:2-5; Ef�sios 5:28 (lealdade ao c�njuge)

� Apocalipse 14:4-5 (b�n��os por obedi�ncia � lei da castidade)

� Prov�rbios 31:10 (a virtude � elogiada)

 

<< Cap�tulo 38

Sum�rio

P�gina Inicial

Cap�tulo 40 >>