A expia��o de Jesus Cristo assegura-nos que ressuscitaremos e viveremos para sempre, mas, se quisermos viver eternamente com nossa fam�lia na presen�a do Pai Celestial, devemos fazer tudo o que o Senhor nos ordenar. Isso significa que devemos ser batizados e receber as ordenan�as do templo.

Como membros da Igreja de Jesus Cristo do Santos dos �ltimos Dias, fomos batizados por algu�m que possu�a a devida autoridade do sacerd�cio. Todos n�s podemos tamb�m ir ao templo para receber as ordenan�as salvadoras do sacerd�cio l� realizadas. Muitos dos filhos do Pai Celestial, por�m, n�o tiveram essa oportunidade. Eles viveram numa �poca em que o evangelho n�o estava na Terra.

O Pai Celestial deseja que todos os Seus filhos retornem a Sua presen�a para viver com Ele. Para aqueles que morreram sem o batismo ou sem as ordenan�as do templo, ele preparou um meio para que isso acontecesse, ordenando que fiz�ssemos ordenan�as por nossos antepassados nos templos.

Os templos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos �ltimos Dias s�o edif�cios especiais dedicados ao Senhor. Os membros dignos da Igreja v�o ao templo para receber ordenan�as sagradas e fazer conv�nios com Deus. Como o batismo, essas ordenan�as e conv�nios s�o necess�rios para nossa Salva��o e devem ser realizados nos templos do Senhor.

Tamb�m vamos ao templo para aprender mais sobre o Pai Celestial e Seu Filho Jesus Cristo. No templo, entendemos melhor nosso prop�sito na vida e nosso relacionamento com o Pai Celestial e Jesus; aprendemos sobre nossa exist�ncia pr� mortal, o significado da vida terrena e a vida ap�s a morte.

Todas as ordenan�as do templo s�o realizadas pelo poder do sacerd�cio. Por meio desse poder, as ordenan�as realizadas na Terra s�o seladas ou ligadas nos c�us. O Senhor ensinou aos Ap�s-tolos: "(...) Tudo o que ligares na terra ser� ligado nos c�us" (Mateus 16:19; ver tamb�m D&C 132:7).

Somente nos templos podemos ser selados ou ligados para sempre como fam�lias. O casamento no templo une um casal como marido e mulher eternamente, se honrarem seus conv�nios. O batismo e todas as demais ordenan�as nos preparam para esse evento sagrado.

Quando um homem e uma mulher casam-se no templo, seus filhos tamb�m se tornam parte de sua fam�lia eterna. Os casais que se casaram no civil podem receber essas b�n��os preparando-se, junto com seus filhos, para irem ao templo e serem selados uns aos outros.

Mario Cannamela casou-se com Maria Vitta em 1882. Eles moravam em Tripani, It�lia, onde criaram sua fam�lia e passaram muitos anos maravilhosos juntos. Mario e Maria n�o ouviram a mensagem do evangelho restaurado de Jesus Cristo enquanto viveram. N�o foram batizados e n�o tiveram a oportunidade de ir ao templo e serem selados como uma fam�lia eterna. Quando morreram, o casamento deles terminou.

Mais de um s�culo depois, houve uma grande reuni�o. Os descendentes de Mario e Maria foram ao Templo de Los Angeles, onde um dos bisnetos e sua esposa ajoelharam-se num altar e serviram como procuradores para o selamento de Mario e Maria. Os dois choraram quando sentiram a alegria dos av�s.

Muitos de nossos antepassados est�o entre aqueles que morreram sem ouvir o evangelho enquanto viviam na Terra e est�o agora no mundo espiritual (ver cap�tulo 45, "O Mundo Espiritual P�s-Mortalidade"). L� eles s�o ensinados acerca do evangelho de Jesus Cristo. Aqueles que aceitaram o evangelho est�o esperando que sejam realizadas as ordenan�as do templo por eles. Ao realizarmos essas ordenan�as nos templos por nossos ante-passados, compartilhamos da mesma alegria que eles.

Os santos dos �ltimos dias s�o incentivados a participar de atividades que envolvam a hist�ria da fam�lia. Por meio dessas atividades, aprendemos a respeito de nossos antepassados a fim de podermos realizar as ordenan�as por eles. A hist�ria da fam�lia envolve tr�s passos b�sicos:

1. Identificar nossos antepassados;

2. Descobrir quais dos nossos antepassados precisam receber as ordenan�as do templo;

3. Certificarmo-nos de que as ordenan�as sejam realizadas em favor deles.

A maioria das alas tem consultores de hist�ria da fam�lia que podem responder a perguntas e orientar-nos quanto aos recursos de que necessitamos. Se uma ala n�o tiver um consultor de hist�ria da fam�lia, o bispo ou presidente de ramo pode fornecer as informa��es.

Para realizar as ordenan�as do templo pelos nossos antepassados, precisamos saber seus nomes. Hoje, existem muitos e excelentes recursos para ajudar-nos a identificar os nomes de nossos antepassados.

Um bom modo de come�armos a coletar informa��es a respeito dos nossos antepassados � verificar o que temos em casa. Talvez tenhamos certid�es de nascimento ou casamento, ou atestados de �bito. Podemos talvez encontrar uma b�blia da fam�lia, obitu�rios, hist�rias da fam�lia e di�rios. Al�m disso, podemos pedir aos parentes as informa��es que possuem.

O quanto descobrirmos depender� das informa��es que estiverem ao nosso dispor. Talvez tenhamos poucas informa��es da fam�lia e n�o possamos fazer mais do que identificar nossos pais e av�s. Se j� tivemos uma boa cole��o de registros familiares , conseguiremos identificar nossos antepassados de muitas gera��es passadas.

Podemos tamb�m tomar nota das informa��es que coletarmos nas folhas de registro de grupo familiar e nos gr�ficos de linhagem, cujos modelos encontram-se no final do cap�tulo.

As ordenan�as do templo t�m sido realizadas pelos mortos desde os prim�rdios da Igreja. Conseq�entemente, algumas ordenan�as talvez j� tenham sido feitas por nossos antepassados. Para descobrir quais deles precisam receber essas ordenan�as, podemos verificar em dois lugares: em nossos pr�prios registros familiares, que podem conter essa informa��o; ou nos arquivos da Igreja que cont�m os registros de todas as ordenan�as que j� foram realizadas no templo.

Muitos de nossos antepassados no mundo espiritual podem estar ansiosos para receber as ordenan�as do templo. Assim que identificarmos esse antepassados, devemos providenciar as ordenan�as para eles.

Uma das b�n��os do trabalho de hist�ria da fam�lia � a de irmos ao templo e realizarmos as ordenan�as em favor de nossos antepassados. Devemos preparar-nos para receber uma recomenda��o para o templo, a fim de quando poss�vel, fazermos esse trabalho. Se nossos filhos tiverem doze anos ou mais, poder�o participar dessas b�n��os, sendo batizados e confirmados por seus antepassados.

Se n�o nos for poss�vel ir ao templo para realizar essas ordenan�as, o templo providenciar� a sua realiza��o por outros membros da Igreja.

Al�m de realizarmos as ordenan�as do templo para nossos ante-passados que conhecemos, podemos ajudar os que est�o no mundo espiritual de muitas outras formas. Devemos buscar a orienta��o do Esp�rito Santo ao ponderarmos em ora��o o que fazer. Dependendo das circunst�ncias, podemos fazer o seguinte:

1. Freq�entar o templo tanto quanto poss�vel. Depois de irmos ao templo para realizar as ordenan�as em nosso favor, devemos fazer o mesmo pelos que est�o esperando no mundo espiritual;

2. Fazer pesquisa para identificar os antepassados mais dif�ceis de se encontrar. Os consultores de hist�ria da fam�lia podem orientar-nos nessa pesquisa;

3. Trabalhar no programa de extra��o de nomes da Igreja onde for poss�vel. Por interm�dio desse programa, os membros preparam informa��es geneal�gicas para serem usadas nos programas de computador da Igreja sobre hist�ria da fam�lia. Esses programas facilitam a identifica��o de nossos antepassados;

4. Contribuir com informa��es de hist�ria da fam�lia para o Arquivo de Antepassado, um dos programas de computador da Igreja. Esse programa cont�m genealogias fornecidas por pessoas de todo o mundo. O Arquivo de Antepassados permite que as pessoas compartilhem informa��es sobre sua fam�lia. Os consultores de hist�ria da fam�lia podem dar mais informa��es a respeito do Arquivo de Antepassados.

5. Participar de organiza��es familiares. Podemos fazer muito mais por nossos antepassados ao trabalharmos em conjunto com outros membros da fam�lia.

� I Pedro 4:6 (o evangelho foi pregado aos mortos)

� Malaquias 4:5-6; D&C 2:2; 3 N�fi 25:5-6 (a miss�o de Elias)

� D&C 1:8-9 (o poder selador)

� I Cor�ntios 15:29; D&C 128:15-18 (o trabalho pelos mortos)

� D&C 138 (a reden��o dos mortos)

 

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