O Pai Celestial preparou um plano para a nossa salva��o. Como parte desse plano, Ele nos tirou de Sua presen�a para vivermos na Terra e recebermos um corpo mortal de carne e sangue. Com o passar do tempo, esse corpo mortal morreria e nosso esp�rito iria para o mundo espiritual. O mundo espiritual � um lugar de espera, trabalho, aprendizado e de descanso dos cuidados e tristezas. Nosso esp�rito viver� nesse local at� que esteja pronto para a ressurrei��o. Ent�o nosso corpo mortal se reunir� uma vez mais com nosso esp�rito e receberemos o grau de gl�ria para o qual nos preparamos (ver cap�tulo 46, "O Julgamento Final").

Muitos de n�s imaginamos como ser� o mundo espiritual. As escrituras e os profetas dos �ltimos dias nos d�o informa��es sobre esse assunto.

Em um serm�o f�nebre, Joseph Smith declarou que o esp�rito dos retos que morreram "n�o se encontram longe de n�s e conhecem e entendem nossos pensamentos, sensa��es e movimentos e, �s vezes, afligem-se com eles." (Teachings of the Prophet Joseph Smith, p. 326.) Outros profetas dos �ltimos dias fizeram declara��es semelhantes. O Presidente Ezra Taft Benson disse: "Por vezes, o v�u entre esta vida e a do outro lado torna-se extremamente t�nue. Os entes queridos que nos deixaram n�o est�o longe de n�s." (A Liahona, abril de 1972, p. 13) O Presidente Brigham Young disse: "Onde � o mundo espiritual? � aqui mesmo." (Discursos de Brigham Young, p. 377)

Os seres espirituais possuem a mesma forma f�sica que os mortais, a �nica diferen�a � que o corpo espiritual � perfeito em sua forma (ver �ter 3:16). Os esp�ritos levam da Terra as mesmas atitudes de devo��o ou antagonismo �s coisas retas (ver Alma 34:34). Eles possuem os mesmos desejos e inclina��es que tinham quando viviam na Terra.

Todos os esp�ritos t�m a forma adulta. Eles eram adultos antes de sua exist�ncia mortal e s�o adultos ap�s a morte, mesmo quando morrem beb�s ou crian�as (ver Joseph F. Smith, Doutrina do Evangelho, p. 416).

O profeta Alma, no Livro de M�rmon, ensinou a respeito de duas divis�es ou estados no mundo espiritual:

"(...) O esp�rito daqueles que s�o justos ser� recebido num estado de felicidade, que � chamado para�so, um estado de descanso, um estado de paz, onde descansar� de todas as suas afli��es e de todos os seus cuidados e tristezas.

E ent�o acontecer� que o esp�rito dos in�quos, sim, aqueles que s�o maus - pois eis que eles n�o t�m parte nem por��o do Esp�rito do Senhor; pois eis que preferiram praticar o mal e n�o o bem; por conseguinte, o esp�rito do diabo entrou neles e apossou-se de seu corpo-e eles ser�o atirados nas trevas exteriores; ali haver� pranto e lamenta��o e ranger de dentes; e isto em virtude de sua pr�pria iniq�idade, sendo levados cativos pela vontade do diabo.

(...) Este � o estado da alma dos in�quos, sim, em trevas e num estado de espantosa e terr�vel expectativa da ardente indigna��o da ira de Deus sobre eles. Portanto permanecem nesse estado, assim como os justos no para�so, at� a hora de sua ressurrei��o." (Alma 40:12-14)

Os esp�ritos s�o classificados de acordo com a pureza de sua vida e sua obedi�ncia � vontade do Senhor enquanto na Terra. Os retos e os in�quos est�o separados (ver 1 N�fi 15:28-30), mas os esp�ritos podem progredir de um n�vel para o outro se aprenderem os princ�pios do evangelho e viverem de acordo com eles [ver Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine (Doutrina M�rmon), p. 762].

De acordo com o profeta Alma, o esp�rito dos retos descansa dos cuidados e tristezas do mundo. Ainda assim, por�m, eles est�o ocupados fazendo o trabalho do Senhor. O Presidente Joseph F. Smith viu em uma vis�o que, imediatamente ap�s Sua crucifica��o, Jesus Cristo visitou os justos no mundo espiritual, designou mensageiros e deu-lhes poder e autoridade, comissionando-os a "(levarem) a luz do evangelho �queles que estavam na escurid�o, mesmo a todos os esp�ritos dos homens" (D&C 138:30).

A Igreja est� organizada no mundo espiritual, com cada profeta � frente de sua pr�pria gera��o [ver Joseph Smith, History of the Church (Hist�ria da Igreja), 4:209]. Os portadores do sacerd�cio continuam com suas responsabilidades no mundo espiritual. O Presidente Wilford Woodruff ensinou: "Este mesmo Sacerd�cio existe do outro lado do v�u. (...) Cada Ap�stolo, cada Setenta, cada �lder, etc, que morreu na f�, t�o logo passe para o outro lado do v�u, entra no trabalho do minist�rio." Journal of Discourses (Di�rio de Discursos), 22:333-34].

Os relacionamentos familiares tamb�m s�o importantes. O Presidente Jedediah M. Grant, um dos conselheiros de Brigham Young, viu o mundo espiritual e descreveu para Heber C. Kimball a organiza��o que l� existe: "Ele disse que as pessoas que viu estavam organizadas em fam�lias. (...) Quando olhei para as fam�lias, percebi que algo estava errado com algumas delas (...) pois vi fam�lias que n�o podiam reunir-se e viver em uni�o, pois n�o haviam honrado o seu chamado aqui." [Heber C. Kimball, em Journal of Discourses (Di�rio de Discursos), 4:135-136]

O Ap�stolo Pedro referiu-se ao mundo espiritual como uma "pris�o", o que realmente � para alguns (ver I Pedro 3:18-20). Na pris�o espiritual, est�o os esp�ritos daqueles que ainda n�o receberam o evangelho de Jesus Cristo. Esses esp�ritos possuem o livre-arb�trio e podem ser seduzidos tanto pelo bem como pelo mal. Se eles aceitam o evangelho e as ordenan�as realizadas em seu favor nos templos, podem preparar-se para deixar a pris�o espiritual e habitar no para�so.

Tamb�m na pris�o espiritual est�o aqueles que rejeitaram o evangelho depois que lhes foi pregado na Terra ou na pris�o espiritual. Esses esp�ritos sofrem numa condi��o conhecida como inferno. Eles se afastaram da miseric�rdia de Jesus Cristo, que disse: "Pois eis que Eu, Deus, sofri estas coisas por todos, para que, arrependendo-se, n�o precisassem sofrer; Mas, se n�o se arrependessem, deveriam sofrer assim como eu sofri; Sofrimento que me fez, mesmo sendo Deus, o mais grandioso de todos, tremer de dor e sangrar por todos os poros, sofrer, tanto corporal como espiritualmente" (D&C 19:16-18). Ap�s sofrerem completamente por seus pecados, ser-lhes-� permitido herdar o mais baixo dos graus de gl�ria, que � o reino teleste.

O inferno no mundo espiritual n�o durar� para sempre. At� mesmo os esp�ritos que cometeram o maior de todos os pecados cessar�o de sofrer no fim do Mil�nio (ver Atos 2:25-27). Eles ser�o ent�o ressuscitados.

� I Pedro 4:6 (o evangelho pregado aos mortos)

� Mois�s 7:37-39 (a pris�o espiritual preparada para os in�quos)

� D&C 76 (revela��o sobre os tr�s graus de gl�ria)

� Lucas 16:19-31 (destinos do mendigo e do homem rico no mundo espiritual)

 

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