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Assim, seguindo minha determinação de pedir a Deus, retirei-me para um bosque a fim de fazer a tentativa. Foi na manhã de um
belo e claro dia, no início da primavera de 1820. Era a primeira vez na vida que fazia tal tentativa, pois em meio a todas as ansiedades que tivera, jamais havia experimentado orar
em voz alta.
Depois de me haver retirado para o lugar que previamente escolhera, tendo olhado ao redor e encontrando-me só, ajoelhei-me e comecei a oferecer a Deus os desejos de meu coração. Apenas iniciara, imediatamente se apoderou de mim uma força que me dominou por completo; e tão assombrosa foi sua influência que
me travou a língua, de modo que eu não podia falar. Uma densa escuridão formou-se ao meu redor e pareceu-me, por um momento, que eu estava condenado a uma destruição súbita.
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Mas usando todas as forças para clamar a Deus que me livrasse do
poder desse inimigo que me subjugara, no momento exato em que estava
prestes a sucumbir ao desespero e abandonar-me a destruição - não a uma
ruína imaginária, mas ao poder de algum ser real do mundo invisível,
que possuía uma força tão assombrosa como eu jamais sentira em qualquer
ser - exatamente nesse momento de grande alarme, vi um pilar de luz acima
de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre
mim. |
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Assim que apareceu, senti-me livre do inimigo que
me sujeitava. Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo
esplendor e gloria desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de
mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e
disse, apontando para o outro: "Este é Meu Filho Amado.
Ouve-O!"
Meu objetivo ao dirigir-me ao Senhor era saber
qual de todas as seitas estava certa, a fim de saber a qual me unir.
Portanto, tão logo me controlei o suficiente para poder falar, perguntei
aos Personagens que estavam na luz acima de mim qual de todas as seitas
estava certa (pois até aquele momento jamais me ocorrera que todas
estivessem erradas) e a qual me unir.
Foi-me respondido que não me unisse a qualquer
uma delas, pois estavam todas erradas; e o Personagem que se dirigia a mim
disse que todos os seus credos eram uma abominação a sua vista; que
aqueles religiosos eram todos corruptos; que "eles se aproximam de
mim com os lábios, mas seu coração está longe de mim; ensinam como
doutrina os mandamentos de homens, tendo aparência de religiosidade, mas
negam o seu poder".
Novamente me proibiu de unir-me a qualquer uma delas;
e muitas outras coisas disse-me, as quais não posso, no momento,
escrever. Quando tornei a voltar a mim, estava deitado de costas, olhando
para o céu. Quando a luz se retirou, eu estava sem forças; mas tendo
logo me recuperado em parte, fui para casa.
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