O Presidente Wilford Woodruff faleceu a 2 de setembro de 1898, e Lorenzo Snow, contando j� 84 anos, uma idade em que a maioria dos homens j� p�s de lado os labores da vida, sucedeu-o como Presidente da Igreja. Como acontecera aos homens que viveram antes dele, bem cedo na vida obteve grande experi�ncia na Igreja, servindo em miss�es, tanto no pa�s, como no exterior.

     Ao assumir a lideran�a da organiza��o, a Igreja encontrava-se em situa��o financeira desesperadora. A na��o havia atravessado uma severa depress�o econ�mica que fora sentida no oeste e tamb�m em todos os outros lugares. Nessa �poca, com a persegui��o contra a poligamia, o pagamento de d�zimos havia diminu�do consideravelmente. As propriedades da Igreja haviam sido confiscadas, e muito do incentivo para o pagamento do d�zimo havia desaparecido. A organiza��o da Igreja estava abalada, sob a carga pesada dos d�bitos.

     Em meio a toda essa situa��o, na primavera de 1899, o Presidente Snow viajou para a cidade de St. George, no sul da Utah. A seca havia causticado a terra. O inverno anterior havia sido o mais seco em trinta e cinco anos, e o anterior a este o mais seco em trinta e quatro anos. O povo se desencorajara, pois parecia haver ca�do uma maldi��o sobre o que fora um dia um jardim.

     Por inspira��o, como disse o Presidente Snow, ele falou aos santos reunidos, sobre a lei do d�zimo. N�o havia o Senhor dito, atrav�s do profeta Malaquias, que Israel o tinha roubado em d�zimos e ofertas? E tamb�m n�o havia ele prometido que, se lhe trouxessem o d�zimo a sua casa, ele abriria as janelas do c�u e derramaria tantas b�n��os que eles n�o poderiam receb�-las todas?

     O Presidente prometeu, ent�o, aos santos, que, se pagassem fielmente o d�zimo, poderiam plantar suas sementes, pois as chuvas viriam. O povo aceitou o seu conselho. Pagaram o d�zimo, n�o s� em St. George, como tamb�m em toda a Igreja, pois o Presidente continuou a clamar obedi�ncia a este mandamento de Deus. Mas as semanas se passaram, enquanto nas col�nias do sul os ventos ainda sopravam quentes e ressequiam as planta��es.

     Certa manh� de agosto, foi colocado um telegrama sobre a mesa do Presidente, que dizia: "Chuva em St. George". Os regatos se encheram e as planta��es produziram.

     Em 1907, foi paga a ultima d�vida da Igreja. Desde a�, a Igreja ficou livre de dificuldades financeiras.

     Lorenzo Snow faleceu a 10 de outubro de 1901. Foi sucedido por Joseph F. Smith, filho de Hyrum Smith, assassinado na cadeia de Carthage. Sua vida reflete a hist�ria do mormonismo, passando de uma situa��o de ignom�nia para de grande respeito.

     Nasceu a 13 de novembro de 1838, em Far West, Missouri. Naquela ocasi�o, seu pai achava-se prisioneiro da mil�cia, cujo prop�sito era o de exterminar os M�rmons. Quando ainda de colo, sua m�e o carregou na fuga de Far West para Illinois.

     Uma das coisas mais antigas de que se lembrava era a noite hist�rica de 27 de junho de 1844, quando tinha cinco anos de idade. Bateram a janela da casa, e uma voz murmurou que seu pai havia sido morto na cadeia de Carthage pela turba. Aos sete anos de idade, ouviu o troar de canh�es na expuls�o final dos M�rmons de Nauvoo, e antes do seu oitavo anivers�rio, dirigiu uma junta de bois pela maior parte do caminho, atrav�s do estado de Iowa.

     Em 1848, a fam�lia atravessou as plan�cies. N�o era f�cil tarefa para um menino de dez anos jungir e desencangar juntas de bois e dirigi-las quase o dia todo. Quando estava com treze anos de idade, sua m�e faleceu, por ter perdido toda a vitalidade, em virtude das prova��es pelas quais havia passado.

     Dois anos mais tarde, ele foi chamado para cumprir miss�o nas Unas Havaianas. Dirigindo-se a costa, trabalhou em uma serraria para ganhar o dinheiro e pagar sua viagem as ilhas.

     Ap�s suas experi�ncias mission�rias no Hava�, serviu a Igreja nas Ilhas Brit�nicas e em outros campos de trabalho. Tornou-se Presidente da Igreja em 1901.

     Logo ap�s, Reed Smoot, membro do conselho dos Doze ap�stolos, foi eleito senador pelo Estado de Utah. Mas sua posse foi logo combatida por inimigos pol�ticos que ainda se apegavam a velha quest�o da poligamia. Mas foi Joseph F. Smith, todavia, quem se tornou o alvo principal dos ataques, em lugar do senador. Foi ridicularizado, caricaturado e caluniado em toda a na��o. Mas ele j� havia visto tanta intoler�ncia em toda a sua vida, que ignorou esta nova manifesta��o, referindo-se da seguinte forma aos que a ele se opunham: "H� aqueles... que fechar�o os olhos a toda virtude, e todo bem relacionados com esta obra dos �ltimos dias, e que ir�o lan�ar torrentes de falsidade e cal�nia contra � povo de Deus. Perd�o-lhes por isso. Entrego-os na m�o do justo Juiz".(1)

     A despeito de todos os ataques, foram anos de progresso para a Igreja. A obra mission�ria ampliou-se. Dezenas de belos edif�cios foram levantados, inclusive tr�s templos - um no Arizona, um no Canad�, e outro no Hava�. Foi estabelecido um Centro de Informa��es na pra�a do Templo, em Lago Salgado. Milhares de turistas vieram de todas as partes do mundo, principalmente movidos pela curiosidade. Mas, souberam a verdade sobre os M�rmons. Os antigos �dios, a antiga oposi��o, foram desaparecendo aos poucos.

     A 18 de novembro de 1918, Joseph F. Smith faleceu. Os jornais que haviam difamado seu car�ter, homenagearam-no, e os homens eminentes em toda a na��o prestaram elevado tributo a sua mem�ria. Os anos o haviam vingado e a causa a qual dedicara sua vida.

     Quatro dias ap�s a morte do Presidente Smith, Heber J. Grant tornou-se o Presidente da Igreja. Seu pai, que havia sido conselheiro de Brigham Young, falecera quando o filho contava nove dias de idade. Nasceu a 22 de novembro de 1856, tendo sido o primeiro presidente da Igreja nascido no oeste.

     Heber J. Grant tinha um reconhecido talento para finan�as, e, quando jovem, adquiriu invej�vel situa��o no mundo dos neg�cios. Foi ordenado membro do Conselho dos Doze Ap�stolos com a idade de vinte e seis anos. Daquela ocasi�o em diante, trabalhou zelosamente pela causa do mormonismo.

     Sua habilidade foi grandemente demonstrada, quando, na �poca da depress�o financeira, nos fins do s�culo passado, foi enviado ao leste (dos Estados Unidos) pelo Presidente da Igreja, para tomar dinheiro emprestado. Apesar da situa��o dos neg�cios e da posi��o do povo com rela��o aos M�rmons, voltou com centenas de milhares de d�lares, o que constitu�a grande feito naqueles tempos dif�ceis.

     Heber J. Grant foi tamb�m figura decisiva no estabelecimento da ind�stria do a��car de beterraba no oeste. A Igreja interessava-se por ela, pois significava a venda das colheitas de milhares de seus membros. Assim sendo, auxiliou materialmente a funda��o desta ind�stria, que tem colocado milh�es de d�lares nas m�os dos agricultores do oeste.

     Um dos projetos favoritos do Presidente Grant era a distribui��o de livros. Os fundos para esse fim ele denominava seu "dinheiro de cigarros", isso porque, segundo dizia, o dinheiro que alguns de seus amigos gastavam com cigarros, ele despendia adquirindo livros. Durante toda a vida, distribuiu mais de cem mil volumes a sua pr�pria custa.

     Inflex�vel em sua lealdade a Igreja e aos seus ensinamentos, ele fazia, n�o obstante, grande n�mero de amigos. Os l�deres em neg�cios, educa��o e governo eram seus amigos �ntimos, e sua capacidade de lidar com as pessoas contribuiu grandemente para que fosse derrubada a muralha de preconceito contra os M�rmons.

     Sua administra��o foi uma era de progresso. A Igreja co-memorou seu cent�simo anivers�rio em 1930, celebrando condignamente o acontecimento. Livre da opress�o da intoler�ncia religiosa, da brutalidade das turbas, suficientemente forte para afirmar seu poder para o bem, floresceu numa era de boa vontade desconhecida em toda a sua hist�ria anterior.

     O Presidente Grant faleceu a 14 de maio de 1945, em seu octog�simo nono ano de vida. Foi sucedido por George Albert Smith. O Presidente Smith nasceu em Lago Salgado, a 4 de abril de 1870. Na mocidade, serviu como mission�rio nos estados do sul dos Estados Unidos e, ap�s tornar-se membro do Conselho dos Doze Ap�stolos, presidiu as atividades da Igreja na Europa.

     Um de seus maiores interesses foi o escotismo. Foi membro da Junta Nacional de Escoteiros da Am�rica e recebeu as mais altas condecora��es por servi�os locais e nacionais prestados � causa do escotismo. Em homenagem prestada a ele por oficiais nacionais do movimento, afirmou-se que "ao seu entusiasmo pelo programa (de escotismo) deve-se em grande parte o fato de Utah estar acima de todos os outros estados americanos na percentagem de garotos que s�o escoteiros".(2)

     Durante muitos anos, o Presidente Smith desempenhou importante papel no registro da hist�ria dos pioneiros da Am�rica. Organizou e serviu como presidente da Associa��o de Trilhas e Marcos Pioneiros de Utah, sob cujo patroc�nio a estrada de Nauvoo a Lago Salgado foi marcada com pedra e bronze. Serviu, da mesma forma, como vice-presidente da Associa��o dos Monumentos das Trilhas do Oregon e foi um dos organizadores da Associa��o de Trilhas Pioneiras da Am�rica.

     O Presidente Smith faleceu no dia 4 de abril de 1951, no dia de seu 81� anivers�rio. Seu funeral foi realizado no Tabern�culo de Lago Salgado, a 7 de abril, e dois dias depois, no mesmo edif�cio, os membros da Igreja, "em assembl�ia solene", apoiaram David Oman McKay como presidente da Igreja.

     David O. McKay tinha setenta e sete anos nessa �poca, havendo nascido em Huntsville, Utah, a 8 de setembro de 1873.

     Era um educador formado, mas devotou a maior parte de sua vida a Igreja. Foi nomeado para integrar o conselho dos Doze Ap�stolos com a idade de 32 anos. Homem com caracter�sticas de l�der e din�mica personalidade, logo ganhou amigos na igreja, onde quer que fosse, em suas viagens por todo o mundo, no interesse da causa da Igreja, a qual devotara seu cora��o.

     Promoveu um grande crescimento no programa de constru��es, e fez erigir milhares de novas casas de adora��o, templos na Su��a, Inglaterra, Nova Zel�ndia e Estados Unidos, e uma dram�tica expans�o do Sistema Educacional da Igreja.

     O Presidente McKay faleceu em Lago Salgado, no dia 18 de Janeiro de 1970, contando 96 anos, e foi sucedido, cinco dias depois, por Joseph Fielding Smith, presidente do Conselho dos Doze Ap�stolos, do qual foi membro durante sessenta anos. Era filho de Joseph F. Smith, o sexto presidente da Igreja, e neto de Hyrum Smith, o que foi assassinado juntamente com o Profeta Joseph Smith, em 1844.

     O Presidente Joseph Fielding Smith foi, durante toda a vida, um estudioso da doutrina e hist�ria da Igreja. Suas in�meras obras publicadas sobre esses assuntos tornaram-no um reconhecido autor nesses campos, al�m do que, durante muitos anos serviu como Registrador e Historiador da Igreja, sendo respons�vel pela conserva��o de grande quantidade de documentos em arquivos, que se tornaram tesouro de informa��es, n�o somente a respeito da Igreja e sua hist�ria, mas tamb�m das culturas nas quais ela se desenvolveu.

     O Presidente Smith faleceu na Cidade do Lago Salgado, no dia 2 de julho de 1972, sendo sucedido por Harold B. Lee, no dia 7 de julho do mesmo ano. Em 1936, quando o pa�s e a maior parte do mundo encontravam-se paralisados, devido a uma tr�gica depress�o econ�mica, os oficiais da Igreja, elaborando sobre princ�pios postulados por Joseph Smith, inauguraram o que foi denominado Programa de Seguro da Igreja, posteriormente chamado Programa de Bem-estar da Igreja. Os governos lutavam com o aumento da onda de desemprego, atrav�s de v�rios sistemas de aux�lio social, envolvendo alguns projetos de trabalho e distribui��o de dinheiro, alimento e outros, sem providenciar a necess�ria reposi��o, mediante trabalho, da parte dos auxiliados. Mas a Igreja ensinava o princ�pio de que, nos momentos de crise, a responsabilidade pela solu��o do problema repousa primeiramente na pr�pria pessoa, a seguir em sua fam�lia, e s� depois na Igreja, e n�o no governo. O �lder Lee recebeu a incumb�ncia de estabelecer um sistema "... sob o qual a maldi��o da pregui�a seria eliminada e os dem�nios da esmola abolidos, deixando brotar no seio do nosso povo a independ�ncia, a industriosidade, a economia e o respeito pr�prio".(3) Todos os membros da Igreja deveriam trabalhar em conjunto, para ajudar os que estivessem aflitos.

     Fazendas foram adquiridas; processamento, produ��o e distribui��o foram implementados atrav�s da constru��o de instala��es; outros recursos foram acionados, para que o desempregado conseguisse trabalho e meios, a fim de ter a oportunidade de suprir suas necessidades e preservar sua integridade. Este programa, que continua expandindo-se ao passo do crescimento da Igreja, tem sido elogiado por especialistas em bem-estar social de muitas partes do mundo.

     O Presidente Lee faleceu na cidade do Lago Salgado, a 26 de dezembro de 1973. Quatro dias depois Spencer W. Kimball recebia as r�deas da presid�ncia. O total de membros da Igreja j� havia ent�o ultrapassado a marca dos tr�s milh�es, e no espa�o de cinco anos sob sua lideran�a din�mica mais um milh�o de almas foram agregadas aos registros.

     O Presidente Kimball nasceu em Lago Salgado, em 28 de mar�o de 1895, mas foi criado no Arizona, onde serviu em diversas posi��es na Igreja, ao mesmo tempo que desempenhava seus afazeres particulares. Foi ordenado ap�stolo em 1943 e viajou por quase todo o mundo, edificando e fortalecendo o reino.

     Embora pequeno em estatura f�sica, ele foi um verdadeiro d�namo no cumprimento de suas responsabilidades como presidente de uma igreja em expans�o. Repetidas vezes exortou os membros a alargarem o passo e acelerarem o ritmo. Abriram-se novas miss�es em diversos pa�ses, e milhares de rapazes e mo�as serviram nessas miss�es, dedicando seu tempo e recursos livremente ao ensino do evangelho restaurado de Jesus Cristo as na��es da terra.

     Foi de grande significado o an�ncio feito pelo Presidente Kimball, em 9 de junho de 1978, segundo o qual o Senhor "...ouviu nossas ora��es e, por revela��o, confirmou que chegou o dia, de h� muito prometido, em que todo homem fiel e digno na Igreja pode receber o santo sacerd�cio, com poderes para exercer sua autoridade divina e partilhar com seus entes queridos toda b�n��o que dele deriva, incluindo-se as b�n��os do templo. Portanto, todos os membros dignos do sexo masculino da Igreja podem ser ordenados ao sacerd�cio, sem levar em considera��o sua ra�a ou cor".(4) As not�cias desta mudan�a de norma, observada h� quase um s�culo e meio, foram transmitidas pelos meios de comunica��o por todo o mundo, e a rea��o foi altamente favor�vel.

     Durante os anos da lideran�a do Presidente Kimball, o respeito pela Igreja cresceu notavelmente. Tr�s itens que indicam esta mudan�a devem ser mencionados.

     Como j� explicamos anteriormente, os santos dos �ltimos dias foram expulsos do Missouri atrav�s de uma desumana e ilegal ordem de exterm�nio, emitida pelo governador Boggs. No dia 25 de junho de 1976, seu sucessor nesse of�cio, o governador Christopher S. Bond, emitiu outra ordem executiva, cujo teor, em parte, � este: "Tendo em vista que a ordem do governador Boggs contraria claramente os direitos a vida, liberdade, propriedade e liberdade religiosa, conforme garantidos pela Constitui��o dos Estados Unidos, assim como pela Constitui��o do Estado de Missouri...

     Eu, ... agora, portanto... ordeno, por meio desta, o seguinte: Expressando em nome de todos os Missourianos nosso profundo pesar pela injusti�a e sofrimento indevido provocados por esta ordem de 1838, rescindo, atrav�s desta, a Ordem Executiva N�mero 44, datada de 27 de outubro de 1838, emitida pelo Governador Lilburn W. Boggs".(5)

     Em 1978, um not�vel memorial as mulheres da Igreja foi dedicado em Nauvoo, Illinois. Retrata, em uma variedade de figuras esculpidas em bronze, dispostas em um amplo parque, mulheres, jovens e idosas, m�es e filhos, que viviam em Nauvoo, e foram compelidos a abandonar seus lares e fugir para o santu�rio que estabeleceram nas montanhas, morrendo muitos a caminho. Nesta dedica��o, representantes governamentais do estado e do pa�s, bem como homens e mulheres eminentes, de Illinois e de outras partes do pa�s, prestaram homenagem aos M�rmons, que outrora edificaram uma bela cidade, fazendo-a surgir dos p�ntanos.

     E tamb�m em 1978, o Presidente dos Estados Unidos assinou um decreto, aprovado pelo Congresso, repelindo o Projeto Edmunds-Tucker, de 1887 - legisla��o empregada na �poca para dissolver a pessoa jur�dica da Igreja e confiscar suas propriedades, atrav�s de penosos processes e persegui��es contra os santos dos �ltimos dias, durante as ultimas d�cadas do s�culo dezenove.

     O Presidente Spencer W. Kimball faleceu em 5 de novembro de 1985, e cinco dias depois, a 10 de novembro, Ezra Taft Benson foi apoiado como d�cimo terceiro presidente da Igreja. Como presidente da Igreja ele lidera seis milh�es de membros em todo o mundo.

     Tendo o mesmo nome de seu bisav�, que foi membro do Quorum dos Doze Ap�stolos, Ezra Taft Benson nasceu em Whitney, Idaho, em 1899. Ainda bem jovem, com pouco mais de dez anos de idade, assumiu grande parte das responsabilidades do trabalho de uma fazenda enquanto seu pai cumpria miss�o de tempo integral para a Igreja.

     Ele foi chamado para a miss�o na Inglaterra, e depois da miss�o, graduou-se na Universidade Brigham Young. Tendo obtido o grau de mestrado na Universidade Estadual de Iowa, serviu como consultor de economia agr�cola em Boise, Idaho. Em 1939 ele foi para Washington, D.C. como secret�rio executivo do Conselho Nacional de Organiza��es de Fazendeiros. Ali foi chamado como presidente da Estaca Washington D.C. da Igreja, posi��o que ocupara anteriormente em Idaho. Em 1943, foi apoiado como membro do Conselho dos Doze Ap�stolos.

     Quando Dwight David Eisenhower foi eleito Presidente dos Estados Unidos em 1952, convidou o �lder Benson para exercer o cargo de ministro da Agricultura em sua administra��o. O �lder Benson aceitou e serviu com distin��o durante oito anos como um dos conselheiros oficiais do Presidente.

     Quase imediatamente ap�s seu chamado como profeta da Igreja, o Presidente Benson ressaltou para os membros da Igreja a leitura e o uso do Livro de M�rmon. "N�o s� temos de falar mais do Livro de M�rmon, como precisamos aproveit�-lo melhor", declarou ele. Desde essa data o uso deste volume de escritura na obra mission�ria e no ensino e no estudo pessoal e familiar aumentou dramaticamente.

     Em sua primeira mensagem de Natal, a nova Primeira Presid�ncia dirigiu um eloq�ente apelo aos descontentes, aos cr�ticos, e aos transgressores para "voltarem" a associa��o com os santos. "Voltai e banqueteai-vos na mesa do Senhor, e provai novamente dos doces e saciadores frutos da fraternidade dos santos".(7) O Presidente Benson tamb�m tem falado poderosamente a favor do apoio e da solidariedade e fortalecimento da fam�lia.

     O Presidente Benson(*) preside a Igreja em uma �poca, de amplo respeito e admira��o e de crescimento r�pido. Mas o presente tamb�m tem seus desafios, quando a obra progride em todo o mundo. A Igreja n�o � mais uma igreja de Utah ou uma igreja americana. A obra � forte e est� crescendo n�o s� nos Estados Unidos e no Canad�; em outras �reas do mundo o �ndice de crescimento � ainda maior. Nas Ilhas Brit�nicas e na Europa Ocidental, em todo o M�xico, nas Am�ricas Central e do Sul, na �frica, nas antigas ilhas da �sia, na Austr�lia, na Nova Zel�ndia, e nas ilhas do Pac�fico Sul s�o encontradas congrega��es de santos fortes e em desenvolvimento. Uma vez convertidos em miss�es no exterior "re�nem-se a Si�o". Agora permanecem em suas terras de origem para construir Si�o ali com a mesma organiza��o, os mesmos programas, e os mesmos ensinamentos encontrados onde quer que a Igreja tenha sido estabelecida.

     Hoje o mesmo testemunho que Joseph Smith primeiro prestou a seus vizinhos no Estado de Nova York pode ser ouvido em muitas l�nguas, declarando que Deus vive, que Jesus � o Cristo, que seu antigo evangelho foi restaurado na terra, e que a Igreja de Jesus Cristo est� novamente a disposi��o de toda a humanidade.

(*) Nota de atualiza��o: Ap�s o falecimento do Presidente Benson, Howard W. Hunter foi designado presidente da igreja. Por sua vez, o Presidente Hunter foi sucedido por Gordon B. Hinckley - atual presidente.

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